28 de out de 2010

Blog do Professor Manoel

Em defesa da escola Santa Rita!

Ontem (27) ocorreu uma o ato na frente da prefeitura de Gravataí, que foi aprovado em  assembleia da comunidade escolar, no último sábado, para continuar a luta em defesa da escola Santa Rita.

Participaram da atividade, organizada pelo CPERS, estudantes e professores da escola e comunidade da COHAB A, que estão firmes na luta para manter a escola normalmente funcionando, pois a intenção da prefeitura é, gradativamente, terminar com o ensino médio primeiro e depois com o fundamental, colocando no lugar cursos técnicos federais.
Chegamos com quatro ônibus lotados e ocupamos a praça central que fica em frente à prefeitura, logo de inicio forçamos auto-agenda com a prefeita que foi obrigada a receber uma comissão.

Cobramos na reunião a abertura das vagas para o primeiro ano do ensino médio na escola, pois a prefeitura não está ofertando a escola Santa Rita, na lista da central de vagas. E o prazo para as matrículas termina nesta sexta-feira, dia 29/10.
Como a prefeita Rita mantém a política de fechar a escola, alegando que lá funcionará uma escola técnica estamos diante de um impasse, em que a solução passa por inicialmente reabrir as vagas normalmente, congelando temporariamente o processo de federalização da escola, e no próximo ano exigir mais recursos federais ou estaduais para resolver definitivamente a situação.
A comunidade e a cidade querem a escola técnica federal, mas sem prejuízo nenhum para os atuais e futuros estudantes da escola Santa Rita.

A luta vai continuar, a comunidade não vai aceitar assim, sem lutar, o fechamento de uma escola de 23 anos que tem mil e quinhentos estudantes.

Parabéns aos estudantes e comunidade que realizaram um ato em defesa da escola pública para os filhos dos trabalhadores.


Manoel Fernandes - Diretor do 22° Núcleo do Cpers/Sindicato e candidato do PSTU a Deputado Federal pelo PSTU, em Gravataí

27 de out de 2010

26 de out de 2010

Movimento Estudantil

Estudantes da escola Parobé voltam a protestar pela manutenção do ensino médio

Os estudantes formaram comissão permanente de mobilização para garantir a vitória

                                                 Fotos: Carina Kunzer
O protesto ocorreu na manhã desta terça-feira, dia 26, em frente a escola Parobé. Os estudantes querem garantias da manutenção do Ensino Médio, além da preservação do Ensino Técnico, pois o número de estudantes do médio vem sendo reduzido ano a ano.

Na sexta-feira passada, os estudantes realizaram um protesto, que teve apoio do PSTU, ANEL e direção do 39º Núcleo do CPERS/Sindicato, em frente a Secretaria da Educação.

Segundo a Secretaria Estadual da Educação, a partir de 2011 será extinto o ensino médio no turno da manhã. A intenção da Secretaria é ampliar o número de turmas do ensino técnico e diminuir as de ensino médio. Com a redução gradual, de acordo com os estudantes, a tendência é o fechamento do ensino médio nos três turnos.

A direção da escola se manifestou através de uma carta aberta aos estudantes, distribuída durante a manifestação, dando garantias da permanência do Ensino Médio, assim como a continuidade dos turnos da manhã, tarde e da noite. O número de vagas oferecidas para ingresso no primeiro ano também seria mantido, segundo a direção.

O PSTU participou desde o inicio das mobilizações, estivemos apoiando e construindo a luta ao lado dos estudantes para impedir o fechamento do ensino médio no Parobé, que é uma das principais instituições de ensino do Rio Grande do Sul.

Apesar do compromisso da direção da escola, que foi assumido publicamente, não podemos confiar naqueles que esconderam da comunidade escolar a política de acabar com o ensino médio. Por isso, a comissão permanente de mobilização terá um papel fundamental para manter a luta e defender a escola pública.




Fonte: com informações do Correio do Povo e Cpers/Sindicato

25 de out de 2010

Blog do Professor MANOEL: A comunidade pode derrotar a Rita e manter aberta ...

Blog do Professor MANOEL: A comunidade pode derrotar a Rita e manter aberta ...: "Derrotamos a Yeda é possivel derrotar a Rita. Nós trabalhadores da educação estadual, realizamos nestes últimos quatro anos uma guerra con..."

Blog da Jéssica: Querem fechar o ensino médio no Parobé!

Blog da Jéssica: Querem fechar o ensino médio no Parobé!: "Pois é gente, eleições estão aí e tanto Dilma quanto Serra estão gritando aos quaro ventos que vão construir mais escolas técnicas. O que ni..."

19 de out de 2010

O 2º turno e a luta contra a opressão

Dilma confirma: seu compromisso é com os conservadores
Candidata petista divulga mensagem se comprometendo com a não-legalização do aborto e contra a criminalização da homofobia e os direitos dos homossexuais

Por Vera Guasso | Direção Estadual do PSTU-RS

“Sou pessoalmente contra o aborto e defendo a manutenção da legislação atual sobre o assunto”. Este é o segundo item da mensagem de dilma Rousseff dirigida aos religiosos. Na carta, Dilma diz que resolveu “pôr um fim definitivo à campanha de calúnias e boatos” contra ela. Na verdade, ela pôs uma pá de cal nas ilusões de que o PT e seu governo vão garantir os direitos de mulheres e de homossexuais.

Dilma atende às reivindicações dos religiosos e ignora a pauta histórica dos movimentos sociais. “Eleita presidente da República, não tomarei a iniciativa de propor alterações de pontos que tratem da legislação do aborto e de outros temas concernentes à família e à livre expressão de qualquer religião no País”, diz o texto.

Sobre os direitos civis de homossexuais, Dilma é mais sutil na forma, mas não menos reacionária no conteúdo. De maneira velada, a candidata se refere a “temas concernentes à família”. Porém fica claro que temas são esses ao citar o Projeto de Lei 122 e o Plano Nacional de Direitos Humanos 3.

O PL 122 é o projeto que prevê a criminalização da homofobia para impedir que homossexuais sejam agredidos, humilhados, discriminados de qualquer maneira ou impedidos de trabalhar por causa de sua orientação sexual. O compromisso de Dilma é sancionar o projeto, mas apenas “nos artigos que não violem a liberdade de crença, culto e expressão e demais garantias constitucionais individuais existentes no Brasil”.

O problema é que, para as igrejas, o fato de ser gay já é um atentado à família. Todos sabemos quais violações as igrejas estão defendendo, e todas atentam, na verdade, contra as mulheres e os homossexuais. As mulheres vão continuar morrendo nas clínicas clandestinas, e os gays continuarão sendo espancados e tratados como demônios ou doentes.

Quanto ao PNDH3, ao qual se refere Dilma, sua publicação por si só já tinha sido um retrocesso. O governo retirou da versão o apoio à descriminalização do aborto e as cláusulas que permitiam ampliar os casos de aborto legal.
Mais uma vez, não basta ser mulher
Completamente desmoralizadas pelo próprio PT, as feministas governistas assumem o vale-tudo eleitoral. O secretário de Comunicação do PT, André Vargas, disse que “foi um erro ter se pautado internamente por algumas feministas”.

Mesmo assim, de forma constrangedora, a Marcha Mundial de Mulheres, principal organização feminista abertamente governista, limita-se a defender a eleição de Dilma. A manchete do site da Marcha, desde sábado, 16, é “Vamos eleger Dilma Rousseff Presidenta do Brasil”. O texto foi publicado um dia depois de Dilma lançar seu manifesto e é assinado por várias organizações além da Marcha, como a Via Campesina, MST, Movimento dos Atingidos por Barragens, Uneafro etc. As palavras aborto, homofobia e homossexuais não aparecem uma vez sequer na declaração.

No balaio das organizações governistas, os religiosos também entram sem nenhuma distinção para setores progressivos, como as Católicas pelo Direito de Decidir: “Queremos nos juntar aos movimentos sindicais, populares, estudantis, religiosos e progressistas para promover debates com a sociedade, desmascarar a propaganda enganosa dos neoliberais e autoritários (...)”. Fica evidente que essas organizações querem a simpatia dos setores conservadores aos quais Dilma se aliou.

Essa postura é consciente e enganosa. O governo Lula sempre foi tratado por elas como aliado. Assim, enganam as mulheres trabalhadoras e as conduzem à própria cova. Abandonam, na prática, a luta feminista.

Isso coloca na pauta do dia a necessidade e a urgência de se construir um movimento que represente as mulheres trabalhadoras, em que elas possam se organizar e lutar pelos seus direitos. O episódio nos ensina que só é possível garantir direitos com independência total de governos e de religiões.

Muitos passos atrás
Numa coisa Dilma tem razão: a campanha de Serra contra ela é caluniosa. O governo de Dilma, continuando a política de Lula, não tem nenhuma intenção de se confrontar com setores religiosos.

Quanto a Serra, antes mesmo de começar a campanha, ele já tinha assumido o compromisso que Dilma oficializou no segundo turno: “Eu não sou a favor do aborto. Não sou a favor de mexer na legislação”. Essa declaração foi desnecessária, pois sua história e do PSDB e aliados dispensam apresentações.

Ficam sem justificativas os setores da esquerda, como PSOL e PCB, que defendem voto crítico. Votando em Dilma, se está votando contra o conservadorismo? Quem respondeu foi a própria Dilma... As diferenças entre ela e Serra não existem. Assim, só resta o voto nulo como voto contra o conservadorismo.

Um salto atrás
Nas últimas duas décadas de neoliberalismo temos assistido a uma degeneração moral da sociedade, combinada com um retrocesso brutal dos direitos de mulheres e homossexuais. Vivemos numa sociedade que transforma as mulheres em mercadorias, que podem ser usadas e abusadas. Essa mesma sociedade as joga na fogueira e as deixa morrer aos milhares; se utiliza do mercado rosa por um lado, e mantém a homofobia por outro.

Se estávamos caminhando para trás no terreno moral, podemos dizer que estas eleições foram um grande salto nesse sentido. Só mesmo num sistema podre uma eleição se pauta por estes preceitos, que deveriam ser direitos fundamentais. Este grau de interferência das religiões no Estado é o que de fato ameaça a liberdade de crença, e não a criminalização da homofobia. É isso que atenta contra a vida, e não a descriminalização do aborto.

Dilma e o PT cedem às pressões da bancada evangélica, que ganha cada vez mais espaço no Congresso, defendendo políticas contra os trabalhadores. Cedem às pressões da Igreja católica, contaminada pela pedofilia e pelo abuso sexual, que não é capaz de se manifestar contra a violência às mulheres.

Nós, do PSTU, temos orgulho de defender as políticas que o PT e as organizações governistas jogaram no lixo. Queremos tirar a sujeira de baixo do tapete, porque somos a favor da vida das mulheres que morrem nas clínicas e dos homossexuais espancados, humilhados e assassinados.

*Vera Guasso, também, foi candidata ao Senado pelo PSTU este ano e recebeu quase 57 mil votos

15 de out de 2010


Mais uma injustiça. 1600 famílias ameaçadas de despejo!

A área ocupada fica localizada geograficamente no município de Tramandaí, mas a matrícula no registro de imóveis é de Osório. Nenhuma das prefeituras assumem a responsabilidade!

A empresa COTIZA, que é a “proprietária”, já está vendendo os lotes com as famílias morando na área. http://www.cotiza.com.br/tramandaibm.htm

Abaixo relato da Companheira Mari da Coordenação do MNLM de Tramandaí:

“Em 2004 a Cotiza entrou com mandato de citação e identificação dos moradores posseiros do Agual e este processo vem sido feito gradativamente desde então com alguns indeferimentos feitos pela juiza aqui de Tramandaí e como a empresa não pagou as custas do processo ficou até o ano passado parado.

Em 2008 a polícia entrou no Agual para o despejo foi quando os moradores resistiram com parede humana e as retro não concretizaram o despejo.

Agora, 2010 , mais precisamente em 19 de agosto a Cotiza entrou novamente com o processo juntamente com a prefeitura de Osório.

A Comissão dos Direitos Humanos, na pessoa da Patricia veio até o Agual tirou fotos, entrevistou alguns moradores e apresentou o caso hoje 13/10 as 9:00 horas na sala de reuniões da Assembléia em Porto Alegre. A Drª Maria Aparecida Finger realizou uma reunião com os moradores no sábado passado e também participou da reunião na Assembléia descrevendo a situação aos presentes com os autos do processo. Foi deixado uma cópia desses autos para a Comissão dos Direitos Humanos avaliarem e foram tirados os seguintes encaminhamentos:

Obs: nestes autos constam as intimações anteriores as que foram expedidas agora, o que quase totaliza todos os moradores, o que torna urgente uma reação. Serão feitas reuniões por ruas com representantes das mesmas para participarem ativamente.

Será agendada uma reunião com as prefeituras de Tramandaí e Osório e os Deputados para se alcançar quórum para a realização de Audiência Pública também aqui em Tramandaí.

Os moradores não acreditam na ação e resistem na participação das reuniões, porém acreditamos que sendo feito por ruas será mais fácil de orientar quanto a gravidade da situação.

São 200 famílias a receberem o mandato de citação e identificação. Mas a área pertencente a Osório é de mais ou menos 1600 famílias. “

Rosemari Fiuza, Coordenação do Movimento Nacional de Luta pela Moradia em Tramandaí


Fonte: Blog da Jéssica

Refinarias francesas param em protesto contra reforma previdenciária

Postos estão sem combustível e falta do produto ameaça aeroportos

Funcionários de todas as refinarias da França promovem greve nesta sexta-feira, em protesto contra o plano do governo para reformar o sistema previdenciário, cortar gastos e equilibrar o orçamento público. De acordo com a União de Importadores de Petróleo Independentes (UIP), centenas de postos de gasolina da França estavam sem combustível.

As refinarias de Port-Jerome Gravenchon, no noroeste francês, e de Reichstett, no leste, se uniram aos protestos. O fluxo de combustível para os principais aeroportos de Paris também foi interrompido, por causa da falta do produto.

Na manhã de hoje, estudantes universitários intensificaram os protestos e entraram em conflito com os policiais. Em Lyon, prisões foram efetuadas e carros foram destruídos nos confrontos.

Os principais sindicatos da França aumentaram a pressão contra a reforma previdenciária, pedindo que seus membros realizem a quinta de uma série de greves e manifestações na próxima terça-feira. O último protesto nacional, no dia 12, levou mais de 1 milhão de pessoas às ruas.

Outro dia de manifestações está marcado para este sábado, mas o governo do presidente Nicolas Sarkozy não dá sinais de que pretende recuar da reforma previdenciária. Um dos principais pontos da reforma é o aumento da idade para a aposentadoria no país, de 60 para 62 anos. Os trabalhadores reclamam que estão arcando injustamente com os custos do desequilíbrio orçamentário, mas o governo diz que as mudanças são imprescindíveis.

Fonte: www.clicrbs.com.br

14 de out de 2010

Câmara de Vereadores homenageia um suspeito de corrupção


A Câmara Municipal de Porto Alegre aprovou uma homenagem no último dia 13, aparentemente não existe nenhum problema nisso, tendo em vista que a Câmara Municipal pouco faz além de prestar homenagens. 

Mas a proposta de modificar o nome do Hospital de Pronto Socorro (HPS), que  foi apresentada pelo Vereador Nelcir Tessaro (PTB) e  aceita por unanimidade,  deixa de ser uma simples homenagem rotineira até que se descobre quem é o individuo em questão. Neste caso é  o ex-secretário municipal da saúde que foi assassinado este ano após inúmeros escândalos de corrupção.O hospital passa a se chamar Eliseu Santos.

Pelo menos 9 milhões de reais desapareceram durante a gestão de Eliseu Santos na Secretaria de Saúde. A Operação Pathos da Polícia Federal investigou o escândalo conhecido como "Caso Sollus". Eliseu havia prestado depoimento para a PF no dia 25 de fevereiro, um dia antes de ser morto a tiros na Capital. Até o então prefeito José Fogaça teve seu sigilo bancário quebrado por decisão da Justiça Federal. Segundo o relatório da Procuradoria Regional da República, assinado por Jorge Luiz Gasparini da Silva, Fogaça e Eliseu “são responsáveis pela fiel aplicação dos recursos públicos, sob pena de, se concorrem com desídia, no mínimo, incidirem” em peculato e emprego irregular de verba ou renda pública.

O assassinato de Eliseu é um mistério até hoje. O Ministério Público aponta, em investigação comandada pela promotora Lúcia Helena de Lima Callegari, que Eliseu foi assassinado por vingança, a mando dos participantes do esquema de propina que foi denunciado na secretaria - os diretores da empresa de segurança Reação e o ex-assessor jurídico da SMS Marco Antônio de Souza Bernardes (PTB). É este individuo suspeito que foi homenageado pelos vereadores da capital, dando seu nome a um dos símbolos de Porto Alegre na área da saúde.

Veja abaixo a nota de repúdio da ASHPS (Associação dos Servidores do Hospital de Pronto Socorro)

A Associação dos Servidores do Hospital de Pronto Socorro – ASHPS – vem a público manifestar-se a respeito da aprovação, no dia 13/10/2010, na Câmara de Vereadores da Capital, de Lei alterando o nome do HOSPITAL DE PRONTO SOCORRO, para Hospital Dr. Eliseu Felipe dos Santos. Temos a plena certeza de que transformar o HPS em Hospital Eliseu Santos, é minimamente um desrespeito a história desta instituição e a própria história de Porto Alegre, afinal de contas o nome HPS – Hospital de Pronto Socorro – está enraizado na nossa sociedade e na nossa cultura. Além disso, inúmeros servidores entregaram sua vida ao HPS e são tão ou mais merecedores dessa homenagem.

Dr. Eliseu, enquanto secretário de saúde, jamais manifestou interesse na recuperação estrutural e até mesmo de recursos humanos do hospital, diminuindo investimentos e, muitas vezes, verbalizando seu desprezo pela instituição e pelo seu corpo funcional. Como herança, deixou aos funcionários um novo laudo de insalubridade, rebaixando o percentual de muitos servidores: médicos, auxiliares, técnicos, operários, administrativos, dentre outros cargos. Por tudo isso, e muito mais do que ainda pode vir através das investigações das causas do assassinato do Dr. Eliseu, a ASHPS, representando os servidores do Hospital de Pronto Socorro, repudia tal iniciativa e solicita ao prefeito municipal José Fortunati, que não sancione tal lei, ao mesmo tempo em que rogamos a Câmara Municipal de Vereadores, a revisão imediata dessa proposição, mantendo o nome do nosso (comunidade porto-alegrense) HOSPITAL DE PRONTO SOCORRO.

Porto Alegre, 14 de Outubro de 2010.
ASHPS

13 de out de 2010

Mobilização conquista vitória para os trabalhadores da DANA-Gravataí


A DANA é a líder mundial do mercado de componentes para veículos, com 40 unidades e cinco centros técnicos em 11 países. Entre os clientes da companhia estão incluso todos os maiores fabricantes automotivos do mundo. Ao total a Dana emprega 25.000 trabalhadores e obteve vendas de US$ 5,2 bilhões em 2009.

Apesar deste faturamento bilionário, em Gravataí, a empresa ofereceu um reajuste menor do que em Sorocaba (SP) que de foi 9%. O Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí, ligado a Força Sindical, fechou um acordo com as empresas fixando o reajuste em 7%. Mas os trabalhadores da Dana não aceitaram o acordo rebaixado e foram à luta, passando por cima do acordo estabelecido pelo sindicato e empresa.

Quase 90% dos 1.300 trabalhadores da DANA-Gravataí cruzaram os braços e exigiram o mesmo reajuste de Soracaba. A greve começou na noite de terça-feira (5), os trabalhadores deste turno ficaram aguardando os do turno da manhã, que aderiram à greve e forçaram negociação com a empresa.

A greve espontânea dos operários da Dana pressionou a empresa, que foi obrigada a conceder o mesmo reajuste dos trabalhadores de Sorocaba (SP) - com reposição de 7% de imediato e 2% em novembro, mais um abono de R$ 500,00 – sem que haja o desconto dos dias greve.

A luta dos operários da Dana-Gravataí mostrou que é possível conquistar reajustes maiores através da mobilização e da unidade dos trabalhadores. A greve também mostrou que o Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí, da Força Sindical, fez um acordo rebaixado com a patronal.

O PSTU parabeniza os trabalhadores da DANA que obtiveram uma grande vitória através da mobilização, mostrando a força dos operários contra a exploração do patronal.

* Texto original no blog www.manoelpstu.blogspot.com

8 de out de 2010

Tá na rede...

Aborto supera câncer de mama em internações pelo SUS


Em 2010, a cada hora foram 12 internações por interrupção provocada da gravidez

A interrupção da gravidez provocada – sem ser a espontânea ou por motivos médicos – é um dos procedimentos que mais ocupa leitos dos serviços públicos e privados na área de saúde da mulher.

Nos seis meses primeiros meses de 2010 foram 54.339 internações por este tipo de ocorrência, uma média de 12 casos por hora.

Internações por aborto superam a soma de tratamentos para câncer de mama e útero

Os números registrados entre janeiro e julho são 41% superiores à soma de internações por câncer de mama e câncer de colo do útero (38.532), duas doenças consideradas pelos governos federais, estaduais e municipais como grandes desafios de assistência ao sexo feminino.

O assunto saiu do anonimato diário de muitas mulheres para virar tema político. Neste segundo turno das eleição presidencial, José Serra (PSDB) e Dilma Roussef (PT) pautaram suas agendas para falar sobre – ou evitar – o tema.

Custos

O levantamento, feito pelo Delas no banco virtual do Ministério da Saúde, mostra ainda os custos do aborto provocado considerado crime pela legislação brasileira. No período analisado, foram gastos R$ 12,9 milhões para internar mulheres com hemorragias, infecções ou perfurações desencadeadas após o procedimento realizado em clínicas clandestinas. Para chegar ao dado, a reportagem excluiu do mapeamento o total de internações por "aborto espontâneo" (66.903 registros em seis meses) e "aborto por razões médicas" (905). Só foi considerada a categoria "outras gravidezes que terminam em aborto".

“São dados que mostram como a criminalização e a manutenção do aborto na clandestinidade são ineficazes do ponto de vista da saúde”, afirma o médico Thomaz Gollop, diretor da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência e coordenador do Grupo de Estudo sobre o Aborto (GEA), que reúne médicos, psicólogos e juristas.

“Ainda que a legislação faça com que estas mulheres não possam ser atendidas incialmente nos hospitais (para a realização do aborto) elas chegam depois, machucadas e em estado grave de saúde. Em Pernambuco, o aborto é a principal causa de morte”, diz Gollop, ao explicar porque considera a legislação atual um contrassenso.

Outros números

Além das internações por interrupção provocada da gravidez, outros números conseguem mapear a extensão do aborto no Brasil. Quando o procedimento não é completo, as mulheres submetidas a ele precisam recorrer a alguma unidade de saúde para fazer a curetagem – sucção de restos da placenta, do embrião ou do feto.

Segundo um estudo divulgado pelo Instituto do Coração (Incor) – divulgado este ano – a curetagem é o procedimento hospitalar mais realizado no País. Em média, são feitas 250 mil por ano, em valores que superam R$ 30 milhões.

No banco de dados do Ministério da Saúde, as notificações mostram que as curetagens são numerosas também no sistema privado de saúde. Das 110.483 feitas nos seis primeiros meses de 2010, 45.847 foram em unidades particulares (41,4% do total).

“O que precisa ser levado em conta é a diferença entre a condição de saúde das mulheres que chegam às unidades privadas de saúde e das que chegam às públicas”, afirma Margareth Arrilha, diretora da Comissão de Cidadania e Reprodução (CCR), ligada ao Centro Brasileiro de Análise de Planejamento (Cebrap).

Segundo ela, a experiência mostra que as pacientes da rede pública chegam com sequelas mais graves, em decorrência dos procedimentos mais inseguros, feitos em locais sem a menor garantia de higiene ou pela ingestão de medicamentos sem qualidade.

Remédios falsificados

De acordo com as pesquisas, seminários e levantamentos feitos pela CCR, metade dos abortos realizados no País acontece por meio do uso de medicamentos. Neste processo, avalia Margareth, o procedimento que já acontece de forma insegura fica ainda mais perigoso. “As drogas são adquiridas em camelôs ou produzidas em indústrias de esquina”, diz.

As operações realizadas este ano pelo Ministério da Justiça, em parceria com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mostram que 42% dos 700 estabelecimentos fiscalizados este ano (drogarias, farmácias, laboratórios e academias) vendiam medicamentos falsos, contrabandeados ou sem procedência duvidosa. No total, foram apreendidas 60 toneladas de cápsulas. Apesar de não existir um ranking da classe destas drogas clandestinas, é sabido pelos técnicos que participam das fiscalizações que os abortivos – ao lado dos usados para disfunção erétil – são os mais falsificados e os mais vendidos ilegalmente.

As mulheres

O Ipas – entidade não governamental que atua na América Latina em favor dos direitos reprodutivos da mulher – fez uma pesquisa para traçar um perfil das que compram estes remédios ou fazem aborto no Brasil. Em sua publicação “O impacto da ilegalidade do aborto na saúde das mulheres e nos serviços de saúde em cinco Estados brasileiros” uma enquete foi aplicada a 2.002 mulheres, de 18 a 39 anos.

Das entrevistadas, 15% declaram já ter feito um aborto alguma vez na vida. “Projetado sobre a população feminina do País nessa faixa etária, que é de 35,6 milhões, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), esse número representaria 5,3 milhões de mulheres”, diz a publicação. Segundo o texto, o perfil é "de casadas, com filhos e religião".

O aborto é criminalizado no Brasil desde a legislação de 1940. No Sistema Único de Saúde (SUS) mulheres vítimas de violência sexual podem fazer o chamado aborto legal. A Igreja Católica e algumas alas da Evangélica recriminam a prática independentemente da circunstância da fecundação.

No ano passado, em Recife, uma menina de 9 anos, grávida de gêmeos após abusos do padrasto realizou o aborto legal. Na época, o arcebispo de Olinda e Recife, Dom José Cardoso Sobrinho, anunciou a excomunhão da garota, da mãe e dos médicos que atenderam a menina. O estuprador não foi excomungado. Pouco tempo depois, o presidente da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Geraldo Lyrio Rocha, anunciou que a intenção era apenas chamar a atenção para um fato relevante e que uma excomunhão não significa uma condenação eterna.

Por Fernanda Aranda, Portal iG SP| 08/10/2010 10:36




NACIONAL

Uma campanha operária que remou contra a maré

Sem concessões e enfrentando a censura da grande imprensa, candidatura de Zé Maria foi a única a bater de frente com Lula

Mais do que nunca, pode-se dizer que o PSTU remou contra a maré. Contra a ideia dominante de que o Brasil está melhorando cada vez mais, a campanha Zé Maria mostrou um país diferente, mais próximo à realidade de milhões de trabalhadores, que convivem cotidianamente com o aumento do ritmo de trabalho e da exploração, com os baixos salários e os serviços públicos precarizados.


O perfil da campanha reforçou inclusive o veto da grande mídia ao PSTU. Se normalmente o partido, assim como os movimentos sociais e populares, já é escondido e estigmatizado na grande imprensa, nessas eleições a candidatura de Zé Maria sofreu uma verdadeira censura velada dos grandes veículos de comunicação.

Da mesma forma, a candidatura do PSTU foi a única a bater de frente com o governo Lula, denunciando seu caráter neoliberal, num momento em que até mesmo os candidatos de esquerda se mostravam intimidados com a alta popularidade do presidente.

No Brasil real mostrado nos parcos 55 segundos do horário eleitoral, estavam também as lutas dos trabalhadores. O PSTU utilizou parte de seu tempo para divulgar as mobilizações dos bancários, metalúrgicos, petroleiros, professores e a dos funcionários dos Correios. A luta dos movimentos sociais e populares também esteve representada, com a divulgação do plebiscito da Terra e da jornada de luta que teve a participação do MTST.

Contra a homofobia e as opressões

Enquanto Dilma, Serra e Marina disputavam, na reta final, o voto conservador, atacando medidas como a descriminalização do aborto, Zé Maria defendeu a campanha inteira o apoio incondicional às mulheres e ao direito ao aborto. Da mesma maneira, foi o único candidato que defendeu explicitamente o casamento gay, enquanto os demais presidenciáveis, inclusive da esquerda, esquivavam-se da questão.

O programa do PSTU sobre o combate às opressões, denunciando o racismo, o assassinato de mulheres e defendendo o casamento gay, causou polêmica ao levar o beijo gay ao horário nobre da TV. “Bem que Glória Perez tentou, mas a primazia de fazer a Globo carioca exbir um beijo gay no horário nobre será parar sempre do PSTU”, chegou a escrever o colunista de O Globo, Xexéo.

Uma campanha operária

A maior diferença entre a campanha de Zé Maria, porém, pôde ser vista em seu caráter operário. Uma campanha que ocorreu, sobretudo, nas bases das categorias, como entre os operários metalúrgicos e da construção civil, professores, funcionalismo público e os estudantes.

Foi o contraponto do PSTU à barreira erguida pela grande imprensa. Além da campanha na base, Zé Maria, junto às candidaturas de Ivan Pinheiro (PCB) e Rui Pimenta (PCO), participou do debate dos candidatos da esquerda socialista mediado pelo jornal Brasil de Fato. Mais que um debate, foi um importante ato contra o veto da grande mídia às candidaturas da esquerda.

Um balanço positivo

Os 84.500 votos em Zé Maria não foram muitos, expressão de uma conjuntura desfavorável e uma esquerda fragmentada, além do boicote midiático. Mas o PSTU ateve importância fundamental nessas eleições, contribuindo para a elevação do nível de consciência dos trabalhadores. E, com certeza, o partido sai delas maior e mais consolidado do que entrou.


5 de out de 2010

REGIONAL


Voto contra a direita no segundo turno é voto nulo

Direção Nacional do PSTU

No segundo turno das eleições vão se enfrentar Dilma e Serra. Vai haver uma pressão grande entre os trabalhadores no sentido de votar em Dilma “para evitar a volta da direita”.


O PSTU tem total acordo com a luta contra a oposição de direita. Somos radicalmente contra a volta da turma do FHC. No primeiro turno, o PSTU teve seu programa final cassado pela justiça a pedido do PSDB. Isso ocorreu por termos mostrado que Serra- que atacava Dilma por corrupção- também tinha o rabo preso, por ter apoiado o ex-governador Arruda de Brasília. Isso foi parte de nossa batalha contra a oposição de direita, que ocorreu em todo o primeiro turno.

Mas lutar contra a direita não significa votar em Dilma Roussef. A direita não é representada nessa campanha só por Serra. Direita e esquerda são termos relativos, mas em geral a direita representa a grande burguesia. E hoje, no Brasil, as grandes empresas estão divididas. Um setor apóia Serra, o que é mais que evidente nas empresas de TV e jornal. Outro setor, que inclui uma parte dos banqueiros (talvez a maioria), as multinacionais, os governos imperialistas, apóia política e financeiramente as duas campanhas, com um leve pendor para Dilma.

Não é por acaso que a candidatura de Dilma arrecadou bem mais que a de Serra junto às grandes empresas. Não é por acaso o apoio dos governos imperialistas para marcar aqui as Olimpíadas e a Copa do Mundo. Tampouco foi um acaso que a cotação do dólar se manteve estável nas eleições, chegando a baixar um recorde inferior a 1,6 reais.

Temos duas candidaturas em defesa do grande capital nas eleições, duas candidaturas de direita. Votar por Dilma ou por Serra é votar na manutenção do plano econômico neoliberal aplicado por FHC e continuado por Lula. É votar contra a reforma agrária que foi bloqueada por FHC e também por Lula. É votar na ocupação militar do Haiti defendida por Dilma e Serra.

Qualquer um dos dois vai atacar os trabalhadores duramente quando a crise econômica internacional voltar a se abater sobre o Brasil. Tanto um como outro já anunciaram sua disposição de mudar a previdência, atacando mais ainda os aposentados. Pense nisso: cada voto em Dilma no segundo turno é uma força a mais para uma nova reforma da previdência. Uma votação em Serra teria a mesma conseqüência.

Votar em Serra seria votar junto com FHC, Cesar Maia, Yeda Crusius, velhas figuras da direita desse país. Votar em Dilma seria votar junto com Maluf, Collor, Sarney, Jader Barbalho, outras figuras da mesma direita.

Por esses motivos, votar contra a direita nesse segundo turno é votar nulo. Chamamos os trabalhadores e jovens que nos acompanham a seguir votando em nossa legenda 16, que agora vai significar um voto nulo.

Direção Nacional do PSTU