6 de fev de 2012

O PSTU apoia os educadores gaúchos contra o autoritarismo do governo Tarso!

Segue abaixo nota do CPERS/sindicato sobre a proposta de aumento que o Governo Tarso tenta impor aos educadores:


Governador Tarso desrespeita mais uma vez os educadores!

Ao anunciar o envio do projeto de reajuste salarial para a Assembleia Legislativa em regime de urgência, o governo Tarso comete dois crimes: um contra a categoria, que foi iludida e enganada com a promessa do pagamento do piso salarial; e outro contra a democracia, pois mesmo que a primeira parcela de sua proposta seja para o distante mês de maio, coloca em regime de urgência para tentar impedir o debate e a apreciação da categoria em assembleia geral marcada para o dia 9 de março.

Tarso Genro deixa clara a sua opção de massacrar os educadores e governar para as elites. Afinal de contas, o governo tem anunciado seus excelentes resultados econômicos e a consequente ampliação de benesses para o empresariado. Enquanto para professores e funcionários de escola apresenta uma proposta salarial insuficiente e mentirosa, cujo reajuste médio em 2012 não será maior do que 7%!

Comprando páginas inteiras dos jornais da Capital e do Interior para tentar consolidar suas mentiras o governo pensa que irá iludir a categoria. Mas os educadores já não se enganam mais.  Mesmo vivendo uma situação de miséria, a categoria sabe que ao tentar aprovar esta proposta em regime de urgência o que o governo quer é fugir da negociação proposta pelo CPERS/Sindicato para o pagamento do piso.

Neste sentido, a direção do sindicato reafirma a decisão do Conselho Geral de debater com os educadores e com a sociedade a proposta de calendário de pagamento do piso para ser negociada com o governo após a assembléia geral do dia 9 de março.

Contra o autoritarismo e a covardia de quem governa por decretos e com projetos em regime de urgência visando exclusivamente impedir o debate (inclusive no Legislativo) e desconta salário de quem luta por seus direitos, a direção do CPERS/Sindicato dispensará o mesmo tratamento que dispensou a outros governos que atacaram os nossos direitos.      
                                                                                       
DIREÇÃO DO CPERS/SINDICATO    - Retirado do site www.cpers.org.br





1 de fev de 2012

Nota da pré-candidatura de Érico Correa a Prefeito de Porto Alegre - PSTU e CS


É NECESSÁRIO REVOGAR O AUMENTO DAS PASSAGENS!

FORTUNATI E OS EMPRESÁRIOS ENCHEM OS BOLSOS E A POPULAÇÃO SOFRE! CHEGA!

Todo ano é o mesmo desrespeito com a população trabalhadora de Porto Alegre. Em meio ao período de descanso de grande parcela dos trabalhadores e das férias escolares da juventude, a prefeitura e os empresários articulam mais um assalto ao bolso do trabalhador com o aumento abusivo das passagens de ônibus.

O serviço de transporte urbano na capital gaúcha é utilizado diariamente por centenas de milhares de moradores da região metropolitana e é organizado em 13 empresas, divididas em 3 consórcios (Unibus, STS e Conorte), além da Carris, a empresa de transporte público. As reclamações por parte dos usuários são constantes, pois há pouca organização nos horários, inexistência de linhas noturnas, falta de segurança que ocasiona um crescente número de assédio sexual as mulheres, poucos veículos adaptados para deficientes físicos e lotação exacerbada, principalmente nos ônibus que cobrem as localidades periféricas de nossa cidade, como a Restinga na zona sul e o Rubem Berta na zona norte.

Fortunati e os empresários ignoram essa situação, virando as costas para os (as) trabalhadores (as) e a juventude. Na tarde da última terça-feira (31) o prefeito assinou o aumento das passagens de ônibus para 2,85. O valor representa um reajuste de 5,56% que deve começar a valer a partir da próxima segunda (6).

A partir de agora, o porto-alegrense que pega ônibus no mínimo duas vezes por dia, de segunda a sábado durante o ano todo e ganha um salário mínimo vai trabalhar mais de três meses para pagar as passagens (cerca de R$ 1.800,00).  Enquanto isso, existem estudos que comprovam que os gastos dos empresários com o salários dos trabalhadores e a manutenção dos veículos são pagos no período de uma semana do mês, deixando as outras três semanas somente para o lucro. É sob a lógica perversa do capital que está submetido o transporte de nossa cidade, ferindo o direito básico de ir e vir de toda população.

Espanta-nos a rapidez com que Fortunati assinou o pedido dos empresários, completamente diferente da forma como dialoga com os (as) servidores (as) públicos que lutaram por reajuste e a própria juventude que protestou com o aumento, pois o efetivo policial foi desproporcional em todas as ocasiões, mostrando que o prefeito está pronto para acionar a polícia em defesa dos interesses dos patrões. Para o prefeito esse aumento vem em conta, pois é ano eleitoral e as empresas de ônibus serão as grandes financiadoras de sua campanha. Já para o trabalhador da capital que tem o maior índice de endividamento do país (30% da renda mensal ou cerca R$ 2.145), a situação só piora.

Entendemos que é necessário exigir a revogação do aumento das passagens. Fortunati deve reduzir a tarifa e congelar o preço, mas também deve realizar imediatamente uma auditoria pública das planilhas das empresas de ônibus, pois ano após ano as decisões são tomadas dentro do COMTU, organismo que conta com empresários, representantes da prefeitura e das entidades pelegas, como a UMESPA que foi conivente com este ataque.

Aumentar a passagem não resolve o problema dos usuários da capital, por isso entendemos que é a hora de debater as soluções para o transporte público em Porto Alegre e que os (as) trabalhadores (as) necessitam de um projeto de cidade voltado para a melhoria da mobilidade urbana através de um transporte coletivo de qualidade, que só pode ser alcançado com a municipalização do transporte público. Um direito da população não pode ser objeto de lucro, é necessário estatizar as empresas que operam na capital há mais de 20 anos sem licitação, colocando-as sob controle dos trabalhadores.

Além disso, temos a certeza que transporte é um direito e não uma mercadoria, por isso não pode ser objeto de lucro dos empresários. Devemos seguir na capital gaúcha o exemplo de outras cidades e aplicar o passe-livre para estudantes e também para desempregados e deficientes físicos.

Fazemos um chamado a todas as entidades do movimento sindical e popular a organizar a luta contra mais esse ataque de Fortunati e se somar ao chamado da juventude, que a partir do DCE da UFRGS, da ANEL e de diversos movimentos está convocando uma jornada de protestos para a próxima semana, unificando a luta com os estudantes de diversos locais do país.

Acreditamos que é necessário apostar na disposição de luta e na resistência que o movimento social tem protagonizado pelo Brasil inteiro, mas para isso é necessário se organizar sem depositar nenhuma confiança na falsa oposição PT/PCdoB, encabeçada hoje pelos pré-candidatos a prefeitura Adão Villaverde e Manuela D’avila, que por 16 anos aumentaram o preço das passagens em Porto Alegre. Somente com independência frente aos empresários e governos é que podemos organizar essa batalha.

- REVOGAÇÃO IMEDIATA DO AUMENTO DAS PASSAGENS;

- AUDITORIA PÚBLICA DAS PLANILHAS DAS EMPRESAS;

- PASSE LIVRE PARA ESTUDANTES, DESEMPREGADOS E DEFICIENTES FÍSICOS;

- PELA ESTATIZAÇÃO E MUNICIPALIZAÇÃO DO TRANSPORTE PÚBLICO NA CAPITAL

PSTU e CS – Construindo a pré-candidatura de Érico Corrêa, por uma Porto Alegre para os trabalhadores!