13 de abr. de 2010
8 de abr. de 2010
Trabalhadores em educação
Dirigentes do CPERS/Sindicato fazem avaliação inicial sobre a campanha salarial
Regis Ethur é professor de física, militante do PSTU e da Direção Central do CPERS/Sindicato.
Antônio Carlos é professor, militante do PSTU e da Direção Central do CPERS/Sinicato
Regis Ethur é professor de física, militante do PSTU e da Direção Central do CPERS/Sindicato.
Antônio Carlos é professor, militante do PSTU e da Direção Central do CPERS/Sinicato
6 de abr. de 2010
ELEIÇÕES 2010
PSOL-RS aprova financiamento privado da campanha eleitoral
No dia 28 de março, ocorreu a conferência eleitoral estadual do PSOL do Rio Grande do Sul. A pauta principal foram as eleições que se aproximam.
Uma conferência muito importante para sinalizar os rumos que o PSOL gaúcho percorrerá no próximo período, já que a mesma definiu o nome do candidato, política de alianças e como se dará o financiamento de campanha. A conferência reafirmou o nome do vereador Pedro Ruas para representar o partido nestas eleições, decisão que já havia sido divulgada há seis meses.
Gerdau, Taurus, Zaffari e Marcopolo voltam ao debate
A votação mais importante foi sobre o financiamento da campanha, um tema bastante complexo que tem influência estratégica no desenvolvimento do PSOL. É nesse marco que o debate deve ser feito, pois, segundo a própria deputada Luciana Genro o “financiamento de campanha é a corrupção-mãe” (Zero Hora, 26/7/2005).
Luciana e sua corrente política, o MES, na época do mensalão e da legalização do PSOL, eram bastante radicais contra o financiamento privado. Hoje em dia, a defesa das doações da patronal às suas campanhas eleitorais viraram resolução de conferência.
É importante definir o valor desta decisão política, pois ao contrário de 2008, na campanha de Luciana Genro para Prefeitura de Porto Alegre, a decisão de captar dinheiro privado foi executada pelo diretório municipal que é hegemonizado pelo MES. Hoje, essa decisão foi definida por uma conferência, que é uma instância superior.
Em 2008, a polêmica sobre o financiamento privado da candidatura do PSOL ocupou espaço nos debates entre os militantes e ativistas dos movimentos sociais. Os R$ 100 mil da siderúrgica multinacional Gerdau e outros quase R$ 60 mil divididos entre grandes empresas como a armamentista Taurus, a montadora Marcopolo, a rede de hipermercados e comércio Zaffari-Bourbon e a empresa de transportes Maxion demonstram o estágio de adaptação ao regime democrático-burguês em que este partido se encontra.
A questão do financiamento privado mudou de tom, forma e até de conteúdo neste episódio. O grande perigo passou a ser, segundo a direção do MES, os bancos e as empreiteiras. O atual presidente do PSOL-RS, Roberto Robaina, afirmou como justificativa, na época, que “em Porto Alegre, estamos em uma situação de disputa de massa para tentar ganhar (a eleição). Não é possível ser ingênuo. Para ser socialista, não precisa ser burro e rasgar dinheiro” (Terra, 30/8/2008). Segundo Robaina, a abertura ao capital privado está intimamente conectada à estratégia de disputar as massas para vencer as eleições.
PT já mostrou o resultado desta estratégia
É possível ser financiado pela patronal e ao mesmo tempo defender a sua extinção? Obviamente, não. A burguesia não rasga dinheiro e muito menos quer fortalecer qualquer ideia ou figura pública que defenda a rebelião social contra a propriedade privada.
O PT é o resultado do financiamento privado. Foi em meados da década de 1980 que o PT começou a receber apoio financeiro do empresariado. Em 1986, na campanha de Eduardo Suplicy ao governo do estado de São Paulo, iniciou a aproximação política através do empresário Lawrence Pih.
Na campanha presidencial de 1989, empresários se manifestaram em favor de Lula. Foi o caso de Oded Grajew, do setor de brinquedos. Em 1994, foi criado o Comitê de Empresários Lula Presidente, que tinha como tarefa combater o preconceito contra o candidato no meio empresarial. Foi desta forma, quase inofensiva que a independência política e financeira do Partido dos Trabalhadores chegou à situação atual.
Mas podemos dizer que o PSOL se enquadra nesta situação? Com certeza não, mas ao mesmo tempo podemos afirmar que os sinais de adaptação se fortalecem com a posição aprovada na conferência eleitoral no RS. Não é por acaso que o MES defendeu em seu programa de governo para prefeitura de Porto Alegre, como eixo principal, o combate o combate à corrupção, redução de 70% dos cargos de confiança e plebiscitos sobre temas polêmicos. Luciana não defendeu nem mesmo a estatização do transporte público, nenhuma medida que fosse contra a propriedade privada e de ruptura. Limitou-se à defesa de medidas de regulação, fiscalização e de combate à corrupção.
Além disso, Luciana teve de passar por uma grande transformação na forma de se vestir e no seu visual. Tudo isso para se apresentar como uma candidata viável. A coligação com o PV, partido burguês e base do governo Lula, também estava nessa estratégia. Se é verdade que este partido era pequeno na cidade e não contribuiu muito para a campanha do PSOL – como afirmavam os militantes do MES – por que motivo os levaria a um afastamento programático do PSTU e do PCB?
A política de aliança com o PV teve como base de sustentação uma sinalização estratégica e não tática. Não é por acaso que Luciana e o MES foram os principais articuladores do apoio do PSOL a Marina Silva (PV) como candidata a presidente.
Qual é a disputa política no PSOL?
Existe uma crise muito grande no interior do PSOL que foi aberta quando Heloisa Helena se recusou a ser candidata do partido nas eleições presidenciais deste ano. Formaram-se dois blocos políticos que estão travando uma batalha quase fratricida. Para se ter ideia do tamanho do fracionamento interno, o grupo político liderado pelo MES e Heloisa Helena retirou do ar o site nacional do partido de forma unilateral. Hoje, o PSOL conta com dois sites oficiais, um de cada bloco político. De um lado estão os apoiadores de Plínio de Arruda Sampaio e de Babá. De outro, os que apoiam Martiniano.
Mesmo que essa disputa não tenha chegado ao seu fim, deixará cicatrizes. O debate político sobre o programa de governo, financiamento de campanha e as tarefas políticas para o próximo período estão comprometidos. Não se sabe nitidamente os acordos e desacordos entre os blocos. A disputa está concentrada na questão da democracia interna e na figura pública que os representará nas eleições. Em outras palavras, a disputa é pela direção do partido de uma forma atravessada.
Aos valorosos militantes do PSOL que estão ombro a ombro nas lutas conosco, só nos resta reafirmar que a situação em que se encontra seu partido não é inédita na historia da esquerda. Muitos quadros abnegados que dedicaram suas vidas à causa socialista acabaram por se degenerar pela força do aparato do Estado burguês. Mais do que nunca, é necessário construir um partido independente da burguesia, que não aceite financiamento privado, com uma estratégia revolucionária, radicalmente democrático e socialista.
Giovanni Mangia, Porto Alegre (RS)
No dia 28 de março, ocorreu a conferência eleitoral estadual do PSOL do Rio Grande do Sul. A pauta principal foram as eleições que se aproximam.
Uma conferência muito importante para sinalizar os rumos que o PSOL gaúcho percorrerá no próximo período, já que a mesma definiu o nome do candidato, política de alianças e como se dará o financiamento de campanha. A conferência reafirmou o nome do vereador Pedro Ruas para representar o partido nestas eleições, decisão que já havia sido divulgada há seis meses.
Gerdau, Taurus, Zaffari e Marcopolo voltam ao debate
A votação mais importante foi sobre o financiamento da campanha, um tema bastante complexo que tem influência estratégica no desenvolvimento do PSOL. É nesse marco que o debate deve ser feito, pois, segundo a própria deputada Luciana Genro o “financiamento de campanha é a corrupção-mãe” (Zero Hora, 26/7/2005).
Luciana e sua corrente política, o MES, na época do mensalão e da legalização do PSOL, eram bastante radicais contra o financiamento privado. Hoje em dia, a defesa das doações da patronal às suas campanhas eleitorais viraram resolução de conferência.
É importante definir o valor desta decisão política, pois ao contrário de 2008, na campanha de Luciana Genro para Prefeitura de Porto Alegre, a decisão de captar dinheiro privado foi executada pelo diretório municipal que é hegemonizado pelo MES. Hoje, essa decisão foi definida por uma conferência, que é uma instância superior.
Em 2008, a polêmica sobre o financiamento privado da candidatura do PSOL ocupou espaço nos debates entre os militantes e ativistas dos movimentos sociais. Os R$ 100 mil da siderúrgica multinacional Gerdau e outros quase R$ 60 mil divididos entre grandes empresas como a armamentista Taurus, a montadora Marcopolo, a rede de hipermercados e comércio Zaffari-Bourbon e a empresa de transportes Maxion demonstram o estágio de adaptação ao regime democrático-burguês em que este partido se encontra.
A questão do financiamento privado mudou de tom, forma e até de conteúdo neste episódio. O grande perigo passou a ser, segundo a direção do MES, os bancos e as empreiteiras. O atual presidente do PSOL-RS, Roberto Robaina, afirmou como justificativa, na época, que “em Porto Alegre, estamos em uma situação de disputa de massa para tentar ganhar (a eleição). Não é possível ser ingênuo. Para ser socialista, não precisa ser burro e rasgar dinheiro” (Terra, 30/8/2008). Segundo Robaina, a abertura ao capital privado está intimamente conectada à estratégia de disputar as massas para vencer as eleições.
PT já mostrou o resultado desta estratégia
É possível ser financiado pela patronal e ao mesmo tempo defender a sua extinção? Obviamente, não. A burguesia não rasga dinheiro e muito menos quer fortalecer qualquer ideia ou figura pública que defenda a rebelião social contra a propriedade privada.
O PT é o resultado do financiamento privado. Foi em meados da década de 1980 que o PT começou a receber apoio financeiro do empresariado. Em 1986, na campanha de Eduardo Suplicy ao governo do estado de São Paulo, iniciou a aproximação política através do empresário Lawrence Pih.
Na campanha presidencial de 1989, empresários se manifestaram em favor de Lula. Foi o caso de Oded Grajew, do setor de brinquedos. Em 1994, foi criado o Comitê de Empresários Lula Presidente, que tinha como tarefa combater o preconceito contra o candidato no meio empresarial. Foi desta forma, quase inofensiva que a independência política e financeira do Partido dos Trabalhadores chegou à situação atual.
Mas podemos dizer que o PSOL se enquadra nesta situação? Com certeza não, mas ao mesmo tempo podemos afirmar que os sinais de adaptação se fortalecem com a posição aprovada na conferência eleitoral no RS. Não é por acaso que o MES defendeu em seu programa de governo para prefeitura de Porto Alegre, como eixo principal, o combate o combate à corrupção, redução de 70% dos cargos de confiança e plebiscitos sobre temas polêmicos. Luciana não defendeu nem mesmo a estatização do transporte público, nenhuma medida que fosse contra a propriedade privada e de ruptura. Limitou-se à defesa de medidas de regulação, fiscalização e de combate à corrupção.
Além disso, Luciana teve de passar por uma grande transformação na forma de se vestir e no seu visual. Tudo isso para se apresentar como uma candidata viável. A coligação com o PV, partido burguês e base do governo Lula, também estava nessa estratégia. Se é verdade que este partido era pequeno na cidade e não contribuiu muito para a campanha do PSOL – como afirmavam os militantes do MES – por que motivo os levaria a um afastamento programático do PSTU e do PCB?
A política de aliança com o PV teve como base de sustentação uma sinalização estratégica e não tática. Não é por acaso que Luciana e o MES foram os principais articuladores do apoio do PSOL a Marina Silva (PV) como candidata a presidente.
Qual é a disputa política no PSOL?
Existe uma crise muito grande no interior do PSOL que foi aberta quando Heloisa Helena se recusou a ser candidata do partido nas eleições presidenciais deste ano. Formaram-se dois blocos políticos que estão travando uma batalha quase fratricida. Para se ter ideia do tamanho do fracionamento interno, o grupo político liderado pelo MES e Heloisa Helena retirou do ar o site nacional do partido de forma unilateral. Hoje, o PSOL conta com dois sites oficiais, um de cada bloco político. De um lado estão os apoiadores de Plínio de Arruda Sampaio e de Babá. De outro, os que apoiam Martiniano.
Mesmo que essa disputa não tenha chegado ao seu fim, deixará cicatrizes. O debate político sobre o programa de governo, financiamento de campanha e as tarefas políticas para o próximo período estão comprometidos. Não se sabe nitidamente os acordos e desacordos entre os blocos. A disputa está concentrada na questão da democracia interna e na figura pública que os representará nas eleições. Em outras palavras, a disputa é pela direção do partido de uma forma atravessada.
Aos valorosos militantes do PSOL que estão ombro a ombro nas lutas conosco, só nos resta reafirmar que a situação em que se encontra seu partido não é inédita na historia da esquerda. Muitos quadros abnegados que dedicaram suas vidas à causa socialista acabaram por se degenerar pela força do aparato do Estado burguês. Mais do que nunca, é necessário construir um partido independente da burguesia, que não aceite financiamento privado, com uma estratégia revolucionária, radicalmente democrático e socialista.
Caso Eliseu Santos
Permanece duas versões sobre a morte do ex-secretário de Fogaça .
O Ministério Público entrou em cena nos últimas dias e fortaleceu a tese de que o crime foi uma execução política. É de conhecimento de todos/as que a gestão dos recursos da Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre está sendo investigada pela Polícia Federal e o próprio MP. O maior exemplo são as denuncias no caso Sollus, empresa que gerenciava o Programa da Saúde da Família (PSF), na gestão Fogaça.
A denúncia de cobrança de proprina da empresa de segurança REAÇÃO, que era realizada pelo assessor de Eliseu Santos, é outra etapa desse esquema de corrupção que existi na prefeitura da capital. A imprensa que deu grande destaque para toda e qualquer movimentação do então prefeito, não contribui em nada para auxiliar a desvendar esse caso. Só no caso Sollus são mais de R$ 9 milhões desviados e a Câmara Municipal foi incapaz de criar uma CPI para investigar o fato.
O PSTU Gaúcho reafirma que a tese de latrocínio, como é defendida pelos partidos da base do governo Fogaça (PMDB), não tem procedência perante a cronologia dos fatos. Os principais veículos de comunicação tentam abafar essa possível ligação com os escândalos de corrupção para não criar uma crise na candidatura de José Fogaça para o governo do Estado. Essa política de não avançar nas investigações tem apoio no interior do PT, pois o atual prefeito vem negociando o apoio a candidatura de Dilma Rousseff (PT).
Assistam a reportagem da TV Record-RS sobre o caso de proprina na SMS.
O Ministério Público entrou em cena nos últimas dias e fortaleceu a tese de que o crime foi uma execução política. É de conhecimento de todos/as que a gestão dos recursos da Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre está sendo investigada pela Polícia Federal e o próprio MP. O maior exemplo são as denuncias no caso Sollus, empresa que gerenciava o Programa da Saúde da Família (PSF), na gestão Fogaça.
A denúncia de cobrança de proprina da empresa de segurança REAÇÃO, que era realizada pelo assessor de Eliseu Santos, é outra etapa desse esquema de corrupção que existi na prefeitura da capital. A imprensa que deu grande destaque para toda e qualquer movimentação do então prefeito, não contribui em nada para auxiliar a desvendar esse caso. Só no caso Sollus são mais de R$ 9 milhões desviados e a Câmara Municipal foi incapaz de criar uma CPI para investigar o fato.
O PSTU Gaúcho reafirma que a tese de latrocínio, como é defendida pelos partidos da base do governo Fogaça (PMDB), não tem procedência perante a cronologia dos fatos. Os principais veículos de comunicação tentam abafar essa possível ligação com os escândalos de corrupção para não criar uma crise na candidatura de José Fogaça para o governo do Estado. Essa política de não avançar nas investigações tem apoio no interior do PT, pois o atual prefeito vem negociando o apoio a candidatura de Dilma Rousseff (PT).
Assistam a reportagem da TV Record-RS sobre o caso de proprina na SMS.
5 de abr. de 2010
HAITI
Zé Maria visita acampamento de desabrigados no Haiti
Delegação da Conlutas chega ao país arrasado pelo terremoto para levar solidariedade de classe
Acampamento de desabrigados em Porto Príncipe
A delegação reunindo sindicalistas da Conlutas embarcou na madrugada dessa terça-feira, dia 30, chegando ao Haiti na tarde do mesmo dia. A delegação é composta por Zé Maria, dirigente da Federação dos Metalúrgicos de Minas Gerais; Cecília de Paula, Cláudia Durans e Elvio Mariano, do Andes e Vivaldo Moreira, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos.
Logo no desembarque no aeroporto Toussaint Loverture, a delegação pôde se deparar com os rastros da destruição do terremoto de fevereiro, assim como a ocupação militar norte-americana.
“Enormes rachaduras são evidentes no aeroporto; assim como a visão da ocupação militar norte-americana, com helicópteros estacionados próximo à pista de pouso e soldados improvisados no salão de desembarque” , relata Rodrigo Correa, jornalista do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos (SP), que acompanha a delegação.
Os representantes da Conlutas foram recebidos pela organização sindical Batay Ouvryie (Batalha Operária), que agradeceu a campanha de solidariedade impulsionada no Brasil e que permitiu à entidade haitiana iniciar seu processo de reestruturação. Até agora já foram enviados o equivalente a mais de R$ 160 mil, em duas remessas. Na primeira reunião que as duas organizações tiveram em solo haitiano, o dirigente Didier Dominique relatou a difícil situação vivida pelo povo do país. “A comunicação ficou mais difícil e o transporte ficou quatro vezes mais caro”, disse.
País arrasado
No caminho para o abrigo, a delegação testemunhou a precariedade da situação do povo haitiano, assim como a absoluta ausência de qualquer tipo de reconstrução do país. “Os entulhos continuam por toda a parte! As pessoas continuam ‘vivendo’ em espaços de poucos metros quadrados, pequenas barracas” , relata o jornalista.
No dia 31, Zé Maria foi entrevistado por uma rádio local e falou sobre a campanha de solidariedade internacional aos trabalhadores haitianos, assim como a luta pelo fim da ocupação militar no país. A delegação visitou ainda acampamentos de desabrigados organizados pela Batay Ouvryie. Os brasileiros puderam testemunhar um protesto contra o presidente René Préval que reuniu centenas de haitianos, assim como a ação intimidatória da Minustah.
Conlutas no Haiti 2010 from SindMetalSJC on Vimeo.
Delegação da Conlutas chega ao país arrasado pelo terremoto para levar solidariedade de classe
Acampamento de desabrigados em Porto Príncipe
A delegação reunindo sindicalistas da Conlutas embarcou na madrugada dessa terça-feira, dia 30, chegando ao Haiti na tarde do mesmo dia. A delegação é composta por Zé Maria, dirigente da Federação dos Metalúrgicos de Minas Gerais; Cecília de Paula, Cláudia Durans e Elvio Mariano, do Andes e Vivaldo Moreira, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos.
Logo no desembarque no aeroporto Toussaint Loverture, a delegação pôde se deparar com os rastros da destruição do terremoto de fevereiro, assim como a ocupação militar norte-americana.
“Enormes rachaduras são evidentes no aeroporto; assim como a visão da ocupação militar norte-americana, com helicópteros estacionados próximo à pista de pouso e soldados improvisados no salão de desembarque” , relata Rodrigo Correa, jornalista do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos (SP), que acompanha a delegação.
Os representantes da Conlutas foram recebidos pela organização sindical Batay Ouvryie (Batalha Operária), que agradeceu a campanha de solidariedade impulsionada no Brasil e que permitiu à entidade haitiana iniciar seu processo de reestruturação. Até agora já foram enviados o equivalente a mais de R$ 160 mil, em duas remessas. Na primeira reunião que as duas organizações tiveram em solo haitiano, o dirigente Didier Dominique relatou a difícil situação vivida pelo povo do país. “A comunicação ficou mais difícil e o transporte ficou quatro vezes mais caro”, disse.
País arrasado
No caminho para o abrigo, a delegação testemunhou a precariedade da situação do povo haitiano, assim como a absoluta ausência de qualquer tipo de reconstrução do país. “Os entulhos continuam por toda a parte! As pessoas continuam ‘vivendo’ em espaços de poucos metros quadrados, pequenas barracas” , relata o jornalista.
No dia 31, Zé Maria foi entrevistado por uma rádio local e falou sobre a campanha de solidariedade internacional aos trabalhadores haitianos, assim como a luta pelo fim da ocupação militar no país. A delegação visitou ainda acampamentos de desabrigados organizados pela Batay Ouvryie. Os brasileiros puderam testemunhar um protesto contra o presidente René Préval que reuniu centenas de haitianos, assim como a ação intimidatória da Minustah.
Conlutas no Haiti 2010 from SindMetalSJC on Vimeo.
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