8 de jul. de 2010

Quem é quem?

Nove programas, apenas dois caminhos

O que dizem os programas dos candidatos apresentados ao TSE?

O dia 5 de julho foi o prazo final para o registro das candidaturas à presidência da República. Após algumas desistências, o quadro da disputa para o Planalto fechou em 9 candidatos, contando com a nossa candidatura do PSTU.

A grande imprensa tenta reforçar a falsa polarização entre PT e PSDB, tachando as demais candidaturas como “nanicas”, à exceção de Marina Silva que vem cumprindo um papel auxiliar dos tucanos. Por trás desse termo se esconde um esforço de estigmatizar as candidaturas que fogem do eixo dos grandes partidos, dando-lhes um aspecto “folclórico”, ou seja, de que não deve ser levado a sério.

É uma forma de se desviar a atenção para o que deveria ser de fato discutido nessa campanha eleitoral: o programa político de cada candidato. Qual o programa que está por trás de Dilma, Serra ou Marina Silva? No registro, cada candidato é obrigado a apresentar um resumo de seu programa político. Embora seja algo meramente formal, uma rápida análise nos diferentes programas submetidos ao TSE ajuda a indicar o caráter de cada candidatura.

Duas candidaturas, um só programa

O programa apresentado por José Serra expressa bem qual será a principal dificuldade de sua campanha. Na verdade, o candidato tucano não apresentou nenhum programa de governo. O PSDB se limitou a transcrever dois discursos do então pré-candidato em eventos de campanha e registrá-lo como se fossem diretrizes de um futuro governo tucano. Sem ter como se diferenciar politicamente da candidatura Dilma, Serra dedicou algo como dois terços desses discursos para falar sobre suas qualidades pessoais de “bom gestor” e de como teve uma “infância pobre”, que superou com “trabalho e suor”.

Já a candidata do governo, Dilma Roussef, apresentou na manhã daquele dia o programa aprovado pelo congresso do PT. Após polêmicas com alguns pontos do texto, como a defesa da redução da jornada de trabalho para 40 horas ou a restrição aos grandes monopólios de mídia (que o congresso havia aprovado a fim de satisfazer as correntes de “esquerda”), o PT simplesmente cortou esses pontos e apresentou um outro documento editado ao final do dia, mostrando que mesmo esses pontos limitados não passavam de medidas cosméticas num programa de governo essencialmente neoliberal.

O documento da petista se limita a defender o governo Lula e pregar a sua continuidade. Citando apenas promessas genéricas do tipo “ampliar e melhorar” tal coisa, a candidata petista faz a defesa explícita do setor que é visto pelo governo como prioritário. “Continuar e aprimorar as políticas de fortalecimento do agro-negócio”, afirma um trecho do programa, que também prega a ampliação da política de subsídios a bancos e empresas, através de uma profunda reforma tributária que desonere os empresários. Ou seja, em bom português, continuar transferindo recursos públicos em prol do lucro de um punhado de empresários e banqueiros.

As duas candidaturas majoritárias se limitam, então, a brigar entre si para ver quem é o legítimo sucessor do governo Lula. Nenhuma medida para resolver o problema do desemprego crônico do país ou mesmo para acabar com a miséria e pobreza que fazem com que 35% das famílias brasileiras passem fome (pela recente pesquisa POF do IBGE). As propostas se limitam a continuar e aumentar o Bolsa Família. Ou seja, “nanica”, na verdade, é a diferença entre Dilma e Serra. Ou o salário e perspectivas dos trabalhadores.

E Marina?

Marina Silva tem tido uma repercussão na imprensa desproporcional à sua intenção de votos. O programa apresentado ao TSE deixa claro o porquê de tanta boa vontade. Justiça seja feita, o seu programa é bem mais detalhado do que o de Dilma ou Serra. Mas nem por isso melhor. O programa apresentado pela candidata do PV é tão ou mais neoliberal que os outros dois.

O programa “verde” faz rasgados elogios à política econômica dos governos FHC e Lula. Mais que isso, o programa fala abertamente de uma nova reforma da Previdência. O seu programa ainda propõe “separar os benefícios previdenciários da Seguridade Social”. Isso significa oficializar uma manobra que os defensores da reforma já fazem hoje, a fim de “criar” um déficit da previdência e impedir reajustes aos aposentados ou medidas como o fim do fator previdenciário.

Um programa socialista


Nossa candidatura apresentou diretrizes que propõe uma clara ruptura com o imperialismo como pré-condição para que sejam possíveis medidas como emprego, saúde e educação para toda a população. Desta forma, ao invés de pagar a dívida pública aos grandes especuladores internacionais, por exemplo, investiríamos massiçamente em serviços públicos e na geração de empregos.

Infelizmente, mesmo a candidatura do companheiro Plínio se mostra bastante limitada, propondo apenas a “auditoria e suspensão da dívida”, ao invés de propor concretamente a ruptura com o pagamento da dívida e o imperialismo.

Nossa candidatura apresenta um conjunto de medidas como uma reforma agrária ampla, a estatização das grandes empresas e a nacionalização e estatização do sistema financeiro como formas de se garantir o pleno emprego, o fim definitivo da pobreza e miséria, rumo a uma sociedade mais justa e igualitária. É a única forma de se ter mudanças profundas, estruturais para os reais problemas do nosso povo.

Na próxima semana publicaremos uma edição de nosso jornal, Opinião Socialista, especialmente dedicado ao nosso programa. Ele trará uma síntese de um seminário que realizamos recentemente e que discutiu questões como reforma agrária, emprego, o problema da moradia e a luta contra as opressões.

Por Zé Maria, candidato a Presidente pelo PSTU.

Quem disse que sumiu?

Chapa apoiada pela ANEL vence eleições do DCE da UFRJ

Em uma madrugada de muita emoção, do dia 1º a 2 de julho, uma das principais disputas do movimento estudantil neste ano terminou com vitória para a ANEL (Assembleia Nacional dos Estudantes-Livre). O DCE-UFRJ seguirá na luta e impulsionando a reorganização entre os estudantes lutadores de todo o Brasil.


A derrota da chapa 1 - claramente identificada com a UNE - em meio a uma conjuntura desfavorável aos setores de oposição de esquerda ao governo Lula, interrompe um ciclo em que as chapas governistas venceram a maior parte das eleições de DCE desde o fim de 2009. Uma vez mais, uma das maiores universidades federais do Brasil diz “não” à União Nacional dos Estudantes. A força de um trabalho estrutural sólido prevaleceu sobre as ilusões em um governo que segue implementando planos de desmonte do ensino superior público.

A Juventude do PSTU parabeniza a chapa 2 “A UFRJ que queremos” e saúda a unidade construída entre a ANEL e a oposição de esquerda da UNE naquela Universidade. Desejamos que essa vitória inspire ambos os setores a realizar neste segundo semestre uma campanha unificada em defesa da qualidade de ensino e a reproduzirem chapas unitárias nas próximas eleições por todo o país.

Chapa 1 - Um novo enredo – 1851
(PCdoB + PT + Independentes)

Chapa 2 - A UFRJ QUE QUEREMOS! – 2555
(PSTU + PSOL + independentes)

Chapa 3 - Correnteza – 588
(PCR + Independentes)

Chapa 4 - Revida, Minerva – 1020
(Coletivo Marxista + Independentes)

Chapa 5 - A UFRJ pode – 823
(PSDB + Independentes)

Nulo/ branco – 102
Total – 6939

Por Jorge Badauí, RJ - Portal PSTU

7 de jul. de 2010

Foi dada a largada....

Planejamento e reuniões com apoiadores marcam o início de campanha


O PSTU começa a campanha eleitoral dando continuidade ao planejamento de atividades e reuniões com apoiadores. As  reuniões que estão ocorrendo têm como objetivo convidar os simpatizantes, de nossas candidaturas, para participarem das atividades de campanha e para arrecadar recursos financeiros para dar início à produção de materias e do programa de TV.

No primeiro dia de campanha, Julio Flores – candidato a Governador - visitou escolas estaduais e esteve solucionando pendências acadêmicas. Nesta quarta, grava o programa  Domínio Público, apresentado por Jairo Jorge, na Ulbra TV às 14h. A noite participa de reunião da coordenação de campanha.

PERFIL DOS CANDIDATOS – Também iniciou a gravação de reportagens, que vão abordar os temas relacionados às candidaturas do PSTU. Com esse material será produzido vídeos de 10 minutos que estarão disponíveis neste blog e nas mídias alternativas de cada candidato. Além disso, 90 segundos desse material será disponibilizado no portal de notícias da Zero Hora.

1 de jul. de 2010

Luta contra o preconceito

MINI PARADA LIVRE REÚNE 3 MIL EM PORTO ALEGRE

No último domingo (27) ocorreu a 3º Mini parada organizada pelo grupo Desobedeça- direitos humanos e CSP-Conlutas na redenção. Em mais um ano a prefeitura de Porto Alegre tenta calar e barrar este acontecimento. Uma manifestação que não é construída com o dinheiro dos governos e nem seus governantes. Financiada pelos sindicatos, trabalhadores e estudantes a Mini Parada Livre vem se consolidando como uma manifestação que marca a luta contra a homofobia e na defesa de direitos. Na Mini Parada Livre, quem manda não é quem governa e sim todos aqueles e aquelas que sentem na pele a opressão e repressão todos os dias devido a sua orientação sexual.


Sabemos que assim como a parada de Porto alegre, a Mini parada ocorre no estacionamento do parque da redenção, mas este ano a prefeitura resolveu que naquele local haveria um evento da empresa Paquetá com o apoio da RBS no mesmo horário, com uma mega estrutura de som e palco, colocando o carro de som da mini parada no largo do estacionamento da UFRGS, que fica atrás do estacionamento da redenção.

Quem vinha do arco em direção ao estacionamento não visualizava a concentração da mini parada antes da caminhada, mas mesmo assim, a Prefeitura não conseguiu barrar que cerca de 3 mil pessoas participassem , neste dia 27 de junho, um dia antes do dia do orgulho gay, dia em que ha protestos e reivindicações por direitos homossexuais e celebração por aqueles que lutaram ou foram assassinados por reivindicarem dignidade e visibilidade para toda a comunidade gay.

Por volta das 17h foi dado inicio a caminhada, saindo da redenção chegando até a rua Lima e Silva, em frente ao shopping Nova Olária, onde foram feitas as ultimas, mas não menos importante, reivindicações, devido ao constante ataque dos baristas e da brigada militar que todo o domingo oprimem centenas de jovens, na sua maioria homossexuais oriundos da classe trabalhadora, que se reúnem pacificamente no local. Logo após todos os participantes foram convidados para confraternizarem nos bares na rua da Republica, bares estes que não reproduzem o preconceito.

O PSTU vem participando ativamente do fortalecimento da Mini Parada Livre em alternativa aos grandes shows, patrocinados pelos governos e empresas, que ocorrem oficialmente nas grandes capitais. O exemplo de Porto Alegre mostra que é possivel construir um pólo alternativo contra a homofobia e em defesa dos direitos dos GLBTTs - Gays, Lésbicas, Bissexuais, Transgêneros e Travestis.

Por fim, gostaríamos de parabenizar, todos e todas que participaramm direta ou indiretamente da construção da mini parada, e todos e todas que participam e acreditam que só na luta conjunta é que poderemos alcançar nossos direitos e mudar a sociedade. Sempre lembrando que a base do capitalismo esta nas opressões e que só no socialismo poderemos acabar com todo o tipo de opressão e preconceito, e para combater a homofobia a nossa luta é todo dia.

Por Lisiane Storniolo - Secretaria GLBT do PSTU