5 de ago. de 2010

Debate exclui Zé Maria, 4º lugar da pesquisa CNT/Sensus. Twittaço pela democracia foi um sucesso!
O primeiro debate presidencial da TV, hoje à noite na Band, exclui o 4º candidato melhor posicionado na pesquisa de intenção de votos, mais recente divulgada na imprensa, Zé Maria do PSTU. A pesquisa, realizada pelo Sensus e divulgada pela Confederação Nacional dos Transportes garante a Zé Maria 1,9% das intenções de voto.
Segundo a pesquisa, Dilma Roussef está em primeiro lugar com 41,6% dos votos, seguida por José Serra, com 31,6%. Marina Silva aparece com 8,5%. Zé Maria vem em quarto lugar, seguido por Plínio Sampaio, do PSOL, com 1,7%, Eymael com 0,5% e Ivan Pinheiro, Rui Costa Pimenta e Levy Fidelix, todos com 01,%.
Na pesquisa espontânea, em que não são apresentadas aos eleitores todas as alternativas, Zé Maria aparece com 3% das intenções de votos, ficando 2% atrás de Marina Silva (PV). Um índice bastante representativo para uma candidatura que não conta com financiamento de empresas ou bancos e que ainda enfrenta o bloqueia da grande mídia.

Pela democracia na campanha eleitoral
É justamente contra a falta de democracia na cobertura da campanha eleitoral que militantes, ativistas, simpatizantes e pessoas que simplesmente defendem a democracia estão fazendo uma campanha via Internet para que Zé Maria participe dos debates convocados pelas emissoras de TV.
Ocorreu nesse dia 5, dia do debate da Band, o twittaço em defesa do direito à informação. A campanha #zemarianodebate foi um sucesso e ficou registrada na 4° posição das tag mais utilizadas no Twitter em todo Brasil. A campanha pretende pressionar as emissoras a chamarem o candidato do PSTU aos debates, garantindo o direito das pessoas de conhecerem todos os candidatos e propostas nessas eleições. A campanha vem tendo apoio não só de simpatizantes da candidatura de Zé Maria, como também de apoiares de Plínio Sampaio e até mesmo de Dilma.
A luta continua. Sigam o nosso candidato a Presidente da República no twitter, @zemaria_pstu, e continuem a utlizar a tag #zemarianodebate.

4 de ago. de 2010

Jornal do Comércio | Quarta-feira, 04 de agosto 2010


Vera contesta o pagamento da dívida com a União
A candidata ao Senado do PSTU, Vera Guasso, defende que a dívida do Estado com a União não seja paga, por entender que o Rio Grande do Sul já quitou esse débito há muito tempo. Ela propõe uma auditoria nesses números. Também prega a extinção do fator previdenciário e é contra incentivos fiscais a grandes empresas. Se eleita, promete lutar pela redução da jornada de trabalho. Nesta entrevista ao Jornal do Comércio, opina sobre o pacto federativo e indica como pode atuar pelo Rio Grande do Sul no Congresso.

Jornal do Comércio - Qual sua avaliação da disputa ao Senado Federal?
Vera Guasso - São duas vagas, então as pessoas começaram a se antenar mais cedo, porque o normal é uma vaga a cada quatro anos. Vamos eleger dois candidatos ao Senado, é um momento rico para o debate político do País.
JC - Tendo em vista que o PSTU é um partido independente, sem coligações, o que poderá fazer para o Estado no Senado?
Vera - O PSTU tem uma independência grande porque tem um projeto de esquerda, em nível nacional e estadual, com o companheiro Zé Maria para a presidência e Julio Flores para governo do Estado. Nosso diferencial é que não fizemos coligação. Em 2006, formamos uma frente de esquerda com o P-Sol, por vontade e por programa - nossas candidaturas são programáticas. O que foi diferente em relação a 2006? O P-Sol passou a ter um programa rebaixado na nossa visão ao não falar dos principais problemas...
JC - Quais problemas?
Vera - Precisamos romper com a dívida pública e com os grandes setores - os banqueiros internacionais e até nacionais.
JC - Qual sua posição sobre a revisão do pacto federativo?
Vera - Não somos a favor da revisão, somos pela suspensão do pagamento, porque a dívida já foi paga. Em 1990, a dívida do Estado era de R$ 30 bilhões e hoje é de R$ 39 bilhões. Então, são juros altos, há um problema da federação. Em 1998 deu aquela crise enorme, e Minas Gerais suspendeu o pagamento. Temos que romper com esse pagamento (dívida do Estado com a União). Falta dinheiro para saúde, educação, segurança, os problemas da população. O Estado paga essa dívida. E ao mesmo tempo tem subsídio para o empresariado, no caso, aqui, o da General Motors, no ano passado foi renovado.
JC - Como resolver a desigualdade na distribuição dos recursos entre estados, municípios e União?
Vera - Não bastam pequenas reformas ou discursos, tem que fazer uma auditoria sobre a dívida federal. Por que ninguém quer fazer? Porque poucos continuaram a questionar a dívida. Os grandes partidos chegaram ao governo, estão se beneficiando e estão do lado do poder econômico. Dívidas, cortar subsídios, discutir questão tributária: como os estados não vão ficar com maior parte do dinheiro para investir no serviço público?
JC - Por suas posições, o PSTU é tachado de radical.
Vera - Sempre traduzo essa questão de ser radical em ir na raiz dos problemas. Neste momento das eleições, "os candidatos desfilam e fazem centenas de promessas, e a situação continua a mesma". No final de 2008 e em 2009, as empresas foram socorridas pelo Estado - tanto o do Rio Grande do Sul quanto o brasileiro deram muitos empréstimos às empresas para não quebrar. E os trabalhadores quebraram, porque eles têm só um emprego. Se não tiver emprego, não tem como viver. Para nós, os problemas devem ser resolvidos na raiz. E aí é que está a questão, porque de um outro lado tem o radicalismo da direita tradicional e dos que se incorporaram ao projeto neoliberal. Para eles, funciona assim: "privatizemos o Estado" quando eles estão bem, agora, quando eles estão mal, "socialize-se o prejuízo deles". Se lutar contra isso é ser radical, somos radicais sim.
JC - Como materializar essa luta em resultados para os trabalhadores atuando no Senado?
Vera - Em primeiro lugar, temos que discutir o fator previdenciário. Essa é uma questão muito importante, a luta tem que ser retomada, (o presidente) Lula (PT) vetou. Então, essa é uma das bandeiras.
JC - Por quê?
Vera - O fator é uma legislação que faz com que o trabalhador, depois de se aposentar com 35 anos de serviço no caso do homem e com 30 anos para as mulheres, tenha uma redução drástica no benefício, dependendo da idade com que se aposenta. Nossa proposta é acabar com o fator previdenciário, criado pelo governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e mantido por Lula, que era compromissado em acabar com o fator previdenciário. Então, agora o fator não é só de FHC, é também Lula. Eles dizem que não acabam com o fator, porque quebraria a Previdência. Isso não é verdade. Tem um estudo que diz que o aumento da dívida pública a cada 1% de taxa Selic ampliada, daria para pagar um ano de fator previdenciário.
JC - E a redução da jornada de trabalho?
Vera - Tem projeto, mas o debate está parado. Será uma de nossas bandeiras para ampliar o emprego da população gaúcha que está desempregada e reduzir a jornada. Vamos também buscar condições de recursos para o lazer das pessoas. Grande parcela dos trabalhadores ainda trabalha 44 horas semanais. O Brasil tem o maior número de horas em jornada de trabalho e não há retorno em salário, além de se intensificarem os casos de doenças do trabalho.
JC - Que outras propostas destacaria?
Vera - Somos favoráveis à reestatização do setor de energia, privatizado no País no governo Fernando Henrique Cardoso. E da Vale do Rio Doce, que foi praticamente doada para o grande capital nacional e internacional.
Perfil
Vera Justina Guasso, 47 anos, é natural de Santiago (RS). Filha de pequenos agricultores, com 13 anos se mudou para Porto Alegre para estudar. Começou sua militância política no movimento estudantil e depois seguiu na atuação sindical. Participou do movimento Diretas Já e da campanha pelo impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Melo. Sua primeira filiação partidária foi no PT nos anos 1980. Por divergências ideológicas, deixou o partido e se integrou à Frente Revolucionária, formada por várias correntes do PT e de outros partidos, dando origem, no início da década de 1990, ao PSTU. Trabalha no Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) desde os anos 1980. Está licenciada do Serpro desde julho para concorrer ao Senado pelo PSTU neste ano. Antes já tinha disputado o Senado na eleição de 2006. Também concorreu a vereadora, deputada federal e estadual e à prefeitura de Porto Alegre em 2008. Técnica em informática, cursa a Faculdade de Pedagogia, na Ufrgs.


3 de ago. de 2010

ELEIÇÕES 2010

O PSTU está presente nas escolas e nas fabricas
 
Nossa campanha começa a ganhar força a cada dia que passa. A recepção das pessoas é muito boa. Desde segunda-feira equipes de panfletagens estão atuando nas escolas, que retornaram as aulas esta semana. Nas fabricas as panfletagens já vem ocorrendo há mais tempo. Agências dos correios e bancária, Petrobrás, reunião com apoiadores e atividades de confraternização também estão ocorrendo.
 
As gravações para os programas de televisão já iniciaram. Hoje Julio Flores vai gravar seu primeiro programa de TV e rádio que será exibido a partir do dia 17. A tua participação é fundamental para fortalecer a campanha e o PSTU nestas eleições, precisamos de ajuda para furar o bloqueio político que as grandes empresas de comunicação impõem aos nossos candidatos.


A exclusão como principio da atual democracia
Até o momento todos os grupos de comunicação, principalmente a RBS e a Record, estão aplicando uma reforma política que não existe e que não foi debatida, nem votada no Congresso Nacional. A exclusão do noticiário diário da maioria dos candidatos não pode ser aceita sem nenhuma contestação política e jurídica por parte das coligações afetadas, o silêncio fortalece a censura imposta e contribui para fortalecer a idéia da necessidade de aplicar uma reforma política ainda mais excludente.

Nas redes sociais já existe uma campanha denominada #zemarianodebate. É necessário reforçar esta campanha e a criação de novas. Participe, fortaleça essa idéia!


 

Inovando para fortalecer uma idéia


PSTU ocupa a web

Em nenhuma outra eleição a internet foi tão usada como está sendo em 2010. E o PSTU também está aproveitando a mídia.

Quando o partido lançou o site do Zé Maria, não imaginávamos que teríamos tanta concorrência. Uma concorrência pra lá de boa evidentemente.

Espontaneamente, nos estados, os militantes foram criando seus blogs. Os candidatos aderiram ao Twitter e ao Orkut, a exemplo do próprio Zé Maria. O candidato a presidente faz questão de atualizar seu Twitter, não deixando nas mãos da assessoria.

Na rede, são divulgadas as biografias, agenda, artigos, programa, vídeos e fotos. E, é claro, a campanha de Zé Maria.

“A internet é a única mídia livre que temos atualmente na sociedade. Na rede não existe a censura do poder econômico das grandes empresas da forma que existe hoje no rádio e televisão. Por enquanto, é o único espaço onde se tem uma relativa liberdade de expressão”, opina Giovanni Mangia, criador e administrador do blog do Rio Grande do Sul.

Já o pessoal do Rio de Janeiro aproveitou para criar um site do estado, que vai permanecer após as eleições. A iniciativa é importante para “servir de interlocução com os diversos setores e categorias de trabalhadores e da população em geral, que hoje tem na internet um espaço de divulgação e comunicação”, dizem os companheiros.

Em São Paulo também foi criado um site, manchagovernador.org.br. O site é do Mancha, mas lá você encontra as informações sobre os candidatos a senador e deputados. Também dá para se informar sobre agenda dos candidatos e atividades, como o Seminário Estadual de Programa.

Ampliar o acesso
Sem deixar de ter o corpo-a-corpo junto aos trabalhadores e a juventude em seus locais de trabalho e estudo como principal estratégia de campanha, o partido aproveita este espaço para ampliar a divulgação.

“O Brasil já tem 41 milhões de usuários da internet. Construir uma campanha alternativa é fundamental para fortalecer a agitação política que é feita nas escolas, universidades, fábricas”, diz Mangia. “Aqui no Rio Grande do Sul, estamos fazendo uma bela experiência. O retorno é imediato para os que atualizam constantemente”, afirma.

Outros bons exemplos são os blogs de Sergipe, Bahia, Ceará, Paraná, Minas Gerais, Brasília e Rio Grande do Norte. Os responsáveis já afirmaram que alguns deles vão permanecer depois das eleições, como meio de divulgação do partido. Se alguém ficou de fora, é só reclamar que divulgamos imediatamente.

Ao contrário do PT e do PSDB (e dos outros partidos da burguesia), O PSTU não conta com grandes recursos. A campanha é feita com a colaboração dos militantes, simpatizantes e apoiadores. Também nesse sentido, a internet tem sido uma boa aliada.

Outro elemento importante é que, na internet, não há o boicote que existe na TV, rádios e jornais – pelo menos por enquanto. Nas eleições de 2008, houve uma tentativa de censura que se mostrou inviável.

Recentemente, o PSTU teve indeferido um pedido de participação no debate da Rede Bandeirantes, mesmo recorrendo à democracia. Agora, o partido inicia uma campanha na rede para que Zé Maria participe dos debates.

Nas páginas dos estados, você pode conferir os blogs, twitters, orkuts e afins dos candidatos Brasil a fora. É só clicar aqui.


Fonte: www.pstu.org.br | www.zemariapresidente.org.br










2 de ago. de 2010

O que rolou neste final de semana?


Congresso Estadual do Cpers e final das férias escolares esquentam a campanha

Neste final de semana ocorreu o Congresso Estadual do Cpers/Sindicato, um evento muito importante para todos/as que no último período estiveram lutando contra o governo Yeda (PSDB). O Congresso reuniu os principais personagem desta luta. Todos os homens e todas as mulheres que estiveram na linha de frente do Fora Yeda, dedicando parte de sua vida nestes últimos 4 anos, para garantir seus direitos e defender a educação pública.

Não poderia ser diferente, o PSTU esteve presente em todos os debates durante esses três dias de congresso. Nossa militância nos orgulhou pela firmeza ao defender nosso programa e nossas idéias para fortalecer a luta dos trabalhadores. Junto conosco estavam os/as camaradas da corrente Democracia & Luta, que vem crescendo e se fortalecendo a cada embate que enfrentamos pela frente. Nossa tese foi a de número 11 e refletiu uma unidade política com a Alternativa Socialista (PSOL) que nos enche orgulho, pois atuamos ombro a ombro no cotidiano das lutas e na construção de uma nova direção para a classe trabalhadora.

A disputa eleitoral esteve presente em todos os debates.

A Articulação sindical foi derrotada ao não conseguir transformar o congresso em um comício pró-Dilma e Tarso. A categoria derrotou esta proposta, mas iniciou o movimento para derrotar Yeda e seus aliados.
O clima de eleições esteve presente em todos os momentos. O PSTU fez a distribuição de panfletos e adesivos no congresso, as candidaturas de Julio Flores, Vera Guasso, Andrea e Manoel foram bem recebidas pelos educadores. Nossos candidatos são trabalhadores e estiveram atuando durante todo o congresso, seja na disputa dos rumos do sindicato ou na disputa eleitoral.

No sábado à noite o PSTU organizou uma atividade de apresentação das propostas para o Rio Grande mudar de rumo, as propostas do PSTU serão divulgadas em uma revista de programa de governo nas próximas semanas. Logo após os discursos, carregados de emoção, a festa tomou conta de todos/as que estiveram presentes na atividade.
 
Ao PSTU só resta agradecer o empenho, a participação e a disposição de luta que foram fortalecidos neste final de semana. O retorno das aulas é a nossa oportunidade de atingir o máximo de pessoas nessas eleições. Cada trabalhador da educação, estudantes e pais devem receber nosso convite para juntar-se a nós para fortalecer a luta pelo socialismo e a defesa dos direitos dos trabalhadores. Lembre-se: vote 16 e fortaleça essa idéia!