8 de mai. de 2011

PACOTE DO GOVERNO TARSO

Plano de Sustentabilidade Financeira de Tarso Genro é um ataque aos trabalhadores

Na última quinta-feira, o Governo Tarso apresentou no Conselhão o seu pacote de medidas para conter o suposto déficit público do Estado do Rio Grande do Sul.

O Plano de sustentabilidade parte de quatro ataques centrais aos trabalhadores: 1) Aumento da contribuição previdenciária dos atuais 11% para 16,5% para os que ganham acima do teto do INSS; 2) a formação de um fundo de previdência ; 3) Fixação de limite de 1,5% da receita para pagamento das requisições de pequeno valor (RPV´S); 4) Aplicação da taxa de inspeção veicular.

Segundo o Governo esses quatro projetos significariam 731,5 milhões de reais a mais aos cofres públicos. Ao mesmo tempo que coloca no bolso dos trabalhadores o ajuste das contas do estado, Tarso Genro e o PT na mesma semana concediam isenções fiscais para a Brakem e outras grandes industrias nacionais e multinacionais.

Somente com as isenções fiscais o Governo do Estado deixará de arrecadar cerca de R$ 11 Bilhões esse ano, dinheiro que deveria ser investido em saúde, educação, previdência e etc.

Esse dinheiro que o Estado deixa de arrecadar garantiria, por exemplo, o pagamento do piso salarial nacional dos professores, promessa de campanha de Tarso que não foi cumprida até agora, garantiria, também, o direito dos servidores estaduais receberem suas indenizações através do pagamento das RPV´S e ainda conseguiria iniciar um plano de devolução do dinheiro que historicamente foi desviado dos cofres da previdência do Estado, gerando o atual déficit.

Portanto, a única finalidade dos projetos apresentados é aumentar a arrecadação do governo, através da regulamentação da taxa de inspeção veicular e aumento da contribuição do Ipe, redução dos gastos com a previdência e calote no pagamento das RPV's aos servidores públicos, tudo isso é claro sairá do bolso dos trabalhadores.

Neste sentido, o governo Tarso mantém o mesmo modelo de governo que Yeda Crusius. Benefícios e isenções para as grandes empresas e latifundiários e ataques e promessas para os trabalhadores. Tudo para os de cima e pouco, ou nada, para os de baixo.

Em defesa do IPE, não à reforma da previdência de Tarso Genro e do PT.

O principal ataque planejado pelo governo é o início do desmonte do Ipe - Instituto de Previdência do Estado - através da reforma da previdência que defende uma transição do atual modelo para outro que vai diminuir a responsabilidade do Estado em garantir a aposentadoria dos novos servidores.

O objetivo da reforma da previdência é aumentar o valor da contribuição e reduzir através do novo Fundo de Previdência (Fundoprev) 50% do valor que o governo deveria pagar.

A criação de um fundo baseado na capitalização institui um modelo baseado na lógica do mercado e sem garantia para os servidores. É uma "porta aberta" para implantação da Previdência Complementar, ou seja, previdência privada.

Isso é o fim da paridade na aposentadoria na perspectiva neoliberal de estado mínimo.

Construir uma ampla unidade para derrotar o tarifaço e a reforma da previdência!

O pacote do governo Tarso Genro é um grande ataque aos trabalhadores e uma traição as bandeiras históricas que o PT e a CUT defendiam em relação a previdência pública. Tarso ataca os servidores estaduais que foram à linha de frente de resistência ao governo Yeda e que foram essenciais para o desgaste do governo e a posterior vitória eleitoral do PT nas eleições de 2010.

O PSTU se coloca contra o pacote do governo por entender que o governo não pode penalizar os servidores públicos e a população com mais um aumento ou criação de taxas e contribuições. Além disso, somos contra a reforma previdenciária que colocará em risco a aposentadoria de milhares de trabalhadores.

Fazemos um chamado à resistência e a unidade para derrotar o pacote do governo. O PSTU estará junto com os servidores estaduais, a CSP-CONLUTAS, o Fórum dos Servidores Estaduais, o CPERS/Sindicato e os sindicatos combativos nessa Luta.
A CUT precisa romper o conchavo com o governo e lutar contra a reforma da previdência

Antes de apresentar o seu plano de sustentabilidade financeira no Conselhão, Tarso apresentou seu projeto para sindicalistas da CUT, CTB, Força Sindical em um animado churrasco no Galpão Criollo no dia 28 de abril.

Na mesma hora diversas entidades e cerca de 1.500 trabalhadores protestavam em frente ao Palácio Piratini contra os ataques.

No próprio Conselhão os mais entusiastas defensores da reforma da previdência eram os sindicalistas ligados a CUT como Cláudio Antônio Nespolo, diretor da CUT e presidente do sindicato dos metalúrgicos de Porto Alegre.

Esse é o papel da Central Única dos Trabalhadores, de braços dados com o governo e virando as costas para os trabalhadores. A luta contra o plano de sustentabilidade financeira de Tarso também será uma luta contra a direção da CUT. Os trabalhadores do Rio Grande do Sul precisam de uma nova direção.

Neste sentido, o PSTU chama a mais ampla unidade de ação de todos que se colocam contra a reforma da previdência de Tarso para irmos às ruas e derrotarmos os ataques dos governos. O PSTU considera o Fórum dos Servidores Estaduais (FSPE) e a unidade dos sindicatos combativos como espaços privilegiados para organizar a mobilização.

- Em defesa do IPE, não à reforma da previdência de Tarso e do PT.

- Não as isenções fiscais! Mais verbas públicas para a educação, saúde e previdência!

- Piso salarial dos professores já!

- Não ao limite de 1,5% ao pagamento dos RPV´S!


Porto Alegre, 9 de maio de 2011.

Vera Guasso
Presidente Estadual do PSTU - RS

4 de mai. de 2011

3 de mai. de 2011

GREVE EM SANTA CRUZ DO SUL

Servidores municipais de Santa Cruz do Sul entram em greve; envie moção de solidariedade

Os servidores municipais de Santa Cruz do Sul deflagraram greve nesta quinta-feira (28). Aderiram ao movimento, servidores da Educação, Saúde, administradores da prefeitura entre outros.

O Sindicato dos Funcionários Municipais (Sinfum) e o Sindicato dos Professores Municipais (Sinprom) divulgaram um balanço de que dos 2,8 mil municipários, 1,2 mil haviam assinado o documento aderindo à greve. Seis escolas municipais estão sem aulas devido à adesão dos professores ao movimento. Os servidores realizaram um ato no Parque da Oktoberfest, no Centro nesta sexta-feira (29).

A categoria a principio reivindicava 15%, porém em assembleia, aprovaram o aumento o aumento de 11%. Mas a prefeitura quer dar esse reajuste de forma fracionada, com os cálculos, esse reajuste seria de apenas 8%.


Segundo o presidente Sinfum, José Bonifácio Almada, essa proposta  é rebaixada e foi imposta pela prefeitura. “Não podemos aceitar essa reajuste de 11% fracionados que na verdade  chegam em apenas 8%.  Outras reivindicações  sequer foram abordadas pela prefeitura, como vale transporte, vale alimentação, convenio médico, etc.”, informou.

A prefeitura se mantem intrasigênte e não abre uma mesa de nogociação.  

O Sindicato solicita as entidades e organizações que enviem moções para a prefeita municipal de Santa Cruz do Sul, pois não está sendo incorporado nas negociações o IGPM (Índice Geral de Preços do Mercado) ao salário dos funcionários municipais.


Os funcionário estão sendo ameaçados de corte no ponto mudanças de secretaria, entre outros ataques.

MOÇÃO

 Nós, ENTIDADE, estamos indignados frente à atitude da Prefeitura Municipal de Santa Cruz do Sul – RS de não respeitar e valorizar os servidores do município.

 Lembramos que tanto o quadro geral, como os professores acumulam perdas que já somam mais de 40%. Por isso, os 11% fracionados, oferecidos pelo Executivo, e que na verdade redundam em apenas 8%, avolumariam esse montante.

 A atual administração tem se mostrado intransigente por sequer se dispor ao diálogo com as representações sindicais. Atitude, diga-se de passagem, digna de governos ditatoriais, Sendo assim, exigimos que este governo retome as negociações e passe a olhar para aqueles que, realmente, movimentam a máquina municipal com dignidade.

 NOME DA ENTIDADE

ENDEREÇO PARA ENVIAR:


DENÚNCIA

Nota do Sindppd/RS
Ex-secretária do governo Yeda é a mais nova CC da Procempa

Vera Guasso - Secretária Geral do Sindppd-RS

Ana Maria Pellini, ex-secretária geral de Governo e ex-presidente da FEPAM durante o governo de Yeda Crusius, é a mais nova CC da Procempa. Mais uma vez, a empresa torna-se um albergue de indicados políticos.

Já os trabalhadores entram no 17º ano sem promoção.
 
Entra ano, sai ano, e pouca coisa muda para os trabalhadores de carreira da Procempa. Agora em 2011, completam-se 17 anos sem promoção para os trabalhadores da empresa. Neste ano, também irá fazer 12 anos que a Prefeitura de Porto Alegre não realiza concurso público na Procempa.
Em contrapartida, sempre há lugar para acomodar apadrinhados políticos ou amigos em CCs (Cargos em Comissão). A mais nova CC da empresa foi anunciada em uma Resolução de Diretoria divulgada por e-mail: Ana Maria Pellini, ex-secretária geral de Governo e ex-diretora presidente da FEPAM (Fundação Estadual de Proteção Ambiental), durante o governo de Yeda Crusius. Ela irá ocupar o cargo de Assessor de Projetos Especiais II, nível 122 – um dos mais altos salários da empresa – lotada no Gabinete da Presidência da Procempa.

Levantamento feito pela própria empresa e
divulgado pelo Sindppd/RS no ano passado mostra que mais da metade (56%) dos funcionários da Procempa não são de carreira. Do total de trabalhadores, na época, 52 eram CCs (Cargos em Comissão), 134 estagiários e 144 terceirizados – cargos que facilmente são usados como moeda de barganha política para indicações políticas.
O resultado desta política é prejudicial para os trabalhadores de carreira (que não têm o seu trabalho e nem o seu salário valorizados) e para os terceirizados e estagiários (que não têm os mesmos direitos que os colegas de carreira, muitas vezes enfrentando uma jornada de trabalho precarizada). Também é negativo para a população de Porto Alegre, que não vê o dinheiro que paga ser revertido na expansão de serviços de qualidade, como o de TI, que a Procempa já realiza por conta do esforço e da dedicação de seus trabalhadores.

O Sindppd/RS é contra o aumento de CCs, terceirizações e estagiários na empresa. Já denunciou esta política da Procempa nos Ministérios Públicos de Contas (MPC) e do Trabalho (MPT), bem como na Câmara de Vereadores da Capital. Exigimos que a direção da empresa e a Prefeitura Municipal revejam esta política imediatamente e voltem a fazer concurso público para contratar novos trabalhadores.

VÍDEO - Júlio Flores no Ato Nacional do dia Dia 28 de Abril - POA RS