5 de set. de 2013
Video do 1º Encontro Estadual do MML
Confira o vídeo do primeiro Encontro Estadual do MML realizado em Porto Alegre no dia 31 de agosto no SindPPD/RS.
3 de set. de 2013
30 de agosto Porto Alegre parou mais uma vez!
A rotina dos Porto Alegrenses foi alterada no dia 30 de Agosto.
Cedo da manhã as rádios já noticiavam que poucos ônibus circulavam na Capital
Gaúcha, e que o Tremsurb, metro que liga Porto Alegre a outras cidades da
região metropolitana, estava parado. Ainda era noite quando trabalhadores e
estudantes saíram às ruas para mobilizar as paralizações. Os rodoviários
pararam e muitas garagens ainda não tinham sua frota toda na rua no final do
dia. Os trilhos do metrô foram ocupados por sindicalistas e estudantes, muitos
colégios da rede estadual, que já estava em greve, aderiram mais fortemente ao
chamado e também paralizaram.
No início da tarde, depois de uma manhã de mobilizações, as
centrais sindicais, os partidos, as entidades do movimento estudantil e o
movimento social que chamaram o dia 30 aglomeraram-se em frente ao Palácio
Piratini (centro do governo) para cobrar do Governo Tarso Genro (PT) suas
reivindicações. Os professores em greve exigem o pagamento do piso, os
estudantes secundaristas o fim do Politécnico, os indígenas exigem uma posição
do governador sobre a demarcação das terras indígenas. Um fato que marcou a
tarde do dia 30 foi a dura repressão que os quilombolas e os indígenas, que
acampavam em frente ao Palácio do governo, sofreram. As cenas foram chocantes,
com mulheres, homens e crianças sendo atacados pela tropa de choque da brigada
militar que não economizou bombas de gás lacrimogêneo para dispersar os
manifestantes.
Segundo Vera Guasso, presidente do PSTU RS, Porto Alegre, mais
uma vez, realizou um grande dia de paralisações neste 30 de agosto. Estamos
acumulando forças para uma grande greve geral que paralise todo o país. Pois
desde as jornadas de junho com a juventude nas ruas e a paralisação
nacional de 11 de julho os governos, a começar por Dilma, passando por Tarso e
Fortunati, não querem ouvir a voz dos trabalhadores e da juventude. Viva a
classe trabalhadora em luta!
22 de ago. de 2013
Ato de Solidariedade a Bruna lota Câmara de Vereadores de Canoas
Por Aline Costa - Jornalista
Cerca de cem pessoas lotaram a plenária da Câmara de Vereadores do município de Canoas/RS durante o ato público em solidariedade à jovem Bruna Frasson, 26 anos, que está presa injustamente em Barcelona – Espanha, desde o dia 23 de março. Ela é mais uma vítima do esquema mafioso dos Cruzeiros Marítimos que recrutam pessoas, geralmente mulheres jovens, para trabalharem em condições de semi-escravidão, humilhação, maus tratos e onde funciona um forte esquema de tráfico internacional de drogas.
Em apenas 6 meses trabalhando no navio italiano COSTA
CRUCIERE, Bruna viu seus
sonhos de juventude transformarem-se em pesadelo. A garota caiu na armadilha de um traficante que a enganou e que
também foi preso, mas mesmo confessando diante
do juiz que tinha posto a droga escondida na mochila da garota, ela não foi liberada
pela justiça espanhola, nem terá direito a ser julgada individualmente, já que
não teve culpa.
A
jovem Bruna está sendo duplamente injustiçada, pois há fortes indícios de
xenofobia no caso dela. Mesmo exercendo a sua formação em nutrição para
trabalhar na cozinha da prisão, tendo bom comportamento, com uma família
espanhola se dispondo a recebê-la em casa e com a atuação do Itamaraty para
mediar sua situação, a justiça espanhola mantém a menina presa.
O esquema dos grandes
cruzeiros, que não têm qualquer regulamentação ou fiscalização trabalhista, tal
qual os maus tratos a brasileiros dados pelos europeus, também é um velho
conhecido. Dentro das imensas e luxuosas embarcações onde a burguesia ostenta
seu poderio econômico, também viajam trabalhadores e trabalhadoras que sofrem
toda espécie de maus tratos. Algumas pessoas simplesmente desaparecem, como é o
caso da Jovem Laís Santiago, 21 anos, tripulante do cruzeiro marítimo italiano
Costa Mágica, que desapareceu no ano passado e até hoje não há notícias do
corpo.
O fato é que as empresas
detentoras das embarcações, as agências de viagens e os favoritismos prestados
a grandes empresários, formam um esquema gigante que move a economia turística
nos oceanos do planeta. Fruto do capitalismo selvagem que corrói a dignidade
humana e explora os trabalhadores até não poder mais e depois os largam à
margem dos injustos e preconceituosos julgamentos tão comumente praticados pelo
império burguês europeu.
Nós do PSTU estamos
totalmente solidários ao caso dessa jovem e junto com familiares e amigos
exigimos que o governo brasileiro interceda pela garota para que ela possa
voltar ao país e recomeçar a sua vida.
Liberdade para Bruna!!
19 de ago. de 2013
Plenária define paralisação do dia 30 de agosto
Por Aline Costa - Jornalista
CPERS, CSP Conlutas, Intersindical, CUT Pode Mais entre outros representantes sindicais se reuniram com os movimentos populares, estudantis e
representantes do Bloco de Lutas na plenária de preparação para a grande
paralisação do dia 30 de agosto. O encontro aconteceu na última sexta-feira (16/08)
no auditório do CPERS e teve a adesão de todas as entidades que lutaram
unidas na mobilização do dia 11 de julho, quando o Brasil parou para gritar um
basta aos descasos do governo com a classe trabalhadora.
Na Plenária, todas as intervenções foram unânimes em convocar os trabalhadores para ir às ruas e uma reunião ficou marcada para o próximo dia 22/08, às 18h, no mesmo local, para organizar os últimos detalhes da mobilização.
Dia 30 está chegando. Os trabalhadores estão unidos. O Brasil vai parar!!
Na Plenária, todas as intervenções foram unânimes em convocar os trabalhadores para ir às ruas e uma reunião ficou marcada para o próximo dia 22/08, às 18h, no mesmo local, para organizar os últimos detalhes da mobilização.
Dia 30 está chegando. Os trabalhadores estão unidos. O Brasil vai parar!!
7 de ago. de 2013
A homossexualidade saiu do armário.
Por Anderson Castro, professor estadual e membro da Secretaria LGBT do PSTU-RS.
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| Félix (interpretado pelo ator Mateus Solano) |
Na última semana o Brasil parou para ver o personagem Félix
(interpretado pelo ator Mateus Solano) da novela da Globo Amor a Vida “sair do
armário”. Na verdade ele foi jogado para fora do armário pela sua esposa Edith
(interpretada pela atriz Bárbara Paz). No capítulo seguinte o drama se
desenvolveu sobre a aceitação da família a essa notícia. Drama muito comum no
cotidiano de muitas famílias brasileiras. Um tema antes tratado como tabu, hoje
vem sendo discutido muito mais abertamente na sociedade e ganha ainda mais
vigor ao ser tratado na telinha. Porém os homossexuais ainda têm muito a
conquistar.
Em recente visita ao Brasil, o Papa Francisco fez uma
declaração que foi interpretada por muitos como progressiva sobre o tema da
homossexualidade. Ao declarar "Se uma pessoa é gay, busca Deus e tem boa
vontade, quem sou eu para julgá-la?" caminhou no sentido da tolerância
sobre o assunto. Mas, é preciso colocar que não há uma mudança nessa
manifestação. A tolerância não indica aceitação. Pelo contrário, a igreja
católica mantém sua posição de “perdoar o pecador, porém atacar o pecado”. Cabe
lembrar que a igreja católica não é a única a entender a homossexualidade como
pecado, muitas outras igrejas, com destaque as Evangélicas, vêm travado uma
guerra contra os homossexuais.
Há muito direitos a se conquistar. Se por um lado, depois de
muita pressão e mobilização do movimento LGBT, conquistou-se através do Supremo
Tribunal Federal a possibilidade da União Civil entre casais do mesmo sexo, por
outro, a violência contra homossexuais só aumentou nesses últimos anos. Segundo
o Relatório de Assassinato de LGBT de 2012 do Grupo Gay da Bahia, umas das
associações LGBT mais antigas do país, nos últimos sete anos houve um
crescimento de 177% de mortes por motivação homofóbica no Brasil. Só no ano
passado foram 338 homossexuais assassinados, o que significa uma morte a cada
26 horas. Esse foi um dos temas discutidos na audiência pública realizada com o
Governador Tarso Genro (PT) no dia 30 de julho. As entidades presentes na
audiência destacaram que já completa-se 10 anos de governo federal de Frente
Popular e o Brasil é ano a ano recordista em assassinatos de homossexuais.
A exposição do tema da homossexualidade e do preconceito
permite que ele seja tratado pelas famílias e escolas de forma mais aberta e
franca. O debate é base fundamental para avançarmos na luta contra o
preconceito. Porém ele existe, e continua violentando milhares de jovens e
adultos. Por isso é necessário que os governantes e parlamentares aprovem
mecanismo que punam e combatam a homofobia. Um grande passo nesse sentido seria
a aprovação da PL 122 que criminaliza a homofobia e que desde 2006 tramita na
câmara de deputados.
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