12 de set. de 2013

Todo apoio à greve dos professores do estado!



No último dia 23 de agosto, os professores do estado fizeram uma assembleia e decidiram por greve. Os dois principais eixos eram o cumprimento do piso pelo governador Tarso Genro (que hoje chega a R$ 1567,00 por quarenta horas semanais) e a suspensão do politécnico (projeto votando em 2011 e aplicado em 2012) também do governo PT.

O politécnico é um projeto da Frente Popular que visa à profissionalização dos alunos em conjunto com o ensino médio. O projeto, em primeiro lugar, trabalha com uma lógica mercantil, de profissionalização para melhor utilizar mão de obra para as grandes empresas, além de baratear o custo da mão de obra especializada. Em segundo lugar, a maioria das escolas não tem estrutura para aportar mais turnos de aula, além de não contratar novos professores para tal. Essas são as principais razões pelas quais professores e estudantes se unem em uma luta contra esse projeto estadual de mercantilização da educação.

O governo Tarso tem tratado os professores de uma forma muito agressiva, além de negar qualquer tipo de negociação em relação às pautas principais. Os professores foram duramente reprimidos em sua última manifestação na frente da casa do governador, chegando até a levar bomba (veja o vídeo). 




Após os professores pressionares com uma ocupação na presidência da Assembleia Legislativa, para que essa intermediasse uma reunião com o Executivo, os professores realizaram uma reunião com representantes do governo na manhã do dia 11. A negociação com o comando de greve encerrou às 11h10min. Após duas horas, o sindicato saiu sem qualquer resultado, quanto suas principais pautas, por parte do governo que novamente se mostrou intransigente em negociar às reivindicações da categoria. 

Apesar disso, a negociação avançou no sentido do corte de ponto, já que decidiu-se que não haverá corte de ponto. Essa ação permite que os trabalhadores da categoria voltem a fazer greve, já que muitos recuaram pela ameaça do governador.


Na próxima sexta-feira, dia 13 de setembro, haverá nova assembleia às 14h no largo Zumbi dos Palmares, em Porto Alegre. O CPERS também cederá um espaço para que haja um encontro estudantil dos que apoiaram a greve do começo ao fim, para discutir o politécnico. Todos à próxima assembleia do CPERS!










8 de set. de 2013

Confira o vídeo do dia Sete de Setembro!

Júlio Flores, Vera Guasso e Matheus Gomes falam sobre o sete de setembro e as lutas nacionais. Exigimos uma verdadeira independência do Brasil, contra o imperialismo e o pagamento da dívida externa!



Sete de Setembro: Pela verdadeira Independência!


No último dia sete de setembro, o país todo se mobilizou por uma verdadeira independência do país. Em Porto Alegre não foi diferente, o ato se concentrou às 9h na Praça Argentina, Salgado Filho e marchou até o local do desfile. Exigimos uma verdadeira independência do Brasil, com o fim do imperialismo e o não pagamento da dívida externa. Além disso, somos contra os leilões do petróleo e por um maior financiamento da educação e da saúde públicas.


Repressão da tropa de Choque no desfile de sete de setembro.


Este ato foi mais um reflexo das mobilizações acontecidas em junho no país. Desta vez também houve repressão por parte da tropa de choque, que impedia que os manifestantes chegassem perto do local do desfile. Nós reivindicamos o fim da polícia militar e da repressão aos movimentos sociais!
O Movimento Mulheres em Luta (MML) também participou do ato.

Por uma verdadeira independência!Pelo fim da repressão aos movimentos sociais!Pelo fim da polícia militar!

Tortura, assassinato! Não acabou 64!



5 de set. de 2013

Video do 1º Encontro Estadual do MML

Confira o vídeo do primeiro Encontro Estadual do MML realizado em Porto Alegre no dia 31 de agosto no SindPPD/RS.



3 de set. de 2013

30 de agosto Porto Alegre parou mais uma vez!

A rotina dos Porto Alegrenses foi alterada no dia 30 de Agosto. Cedo da manhã as rádios já noticiavam que poucos ônibus circulavam na Capital Gaúcha, e que o Tremsurb, metro que liga Porto Alegre a outras cidades da região metropolitana, estava parado. Ainda era noite quando trabalhadores e estudantes saíram às ruas para mobilizar as paralizações. Os rodoviários pararam e muitas garagens ainda não tinham sua frota toda na rua no final do dia. Os trilhos do metrô foram ocupados por sindicalistas e estudantes, muitos colégios da rede estadual, que já estava em greve, aderiram mais fortemente ao chamado e também paralizaram.





No início da tarde, depois de uma manhã de mobilizações, as centrais sindicais, os partidos, as entidades do movimento estudantil e o movimento social que chamaram o dia 30 aglomeraram-se em frente ao Palácio Piratini (centro do governo) para cobrar do Governo Tarso Genro (PT) suas reivindicações. Os professores em greve exigem o pagamento do piso, os estudantes secundaristas o fim do Politécnico, os indígenas exigem uma posição do governador sobre a demarcação das terras indígenas. Um fato que marcou a tarde do dia 30 foi a dura repressão que os quilombolas e os indígenas, que acampavam em frente ao Palácio do governo, sofreram. As cenas foram chocantes, com mulheres, homens e crianças sendo atacados pela tropa de choque da brigada militar que não economizou bombas de gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes.





Segundo Vera Guasso, presidente do PSTU RS, Porto Alegre, mais uma vez, realizou um grande dia de paralisações neste 30 de agosto. Estamos acumulando forças para uma grande greve geral que paralise todo o país. Pois desde as jornadas de junho com a juventude nas ruas e a paralisação nacional de 11 de julho os governos, a começar por Dilma, passando por Tarso e Fortunati, não querem ouvir a voz dos trabalhadores e da juventude. Viva a classe trabalhadora em luta!