31 de mar. de 2010

Lula: antes e depois do poder.

Assistam a declaração do presidente Lula. É uma comparação entre o Lula antes e depois de chegar ao poder.

29 de mar. de 2010

Correio do Povo publica decisão do PSTU


PSTU terá candidatura própria ao Piratini

ENTREVISTA COM JULIO FLORES
Jornal da Cidade - RS - Dia 27/03/2010 (Divulgamos aqui a entrevista na integra)


Seguindo a série de reportagens com os presidentes estaduais dos partidos políticos gaúchos, a Equipe de Reportagem do Jornal da Cidade (JC) entrevista esta semana o presidente Estadual do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) e pré-candidato a governador do Estado, Julio Flores . Júlio é professor de Matemática da Rede Pública Estadual e Municipal de Porto Alegre.
Quais os projetos do Partido para as eleições deste ano?

Julio Flores: Nosso partido quer construir um contraponto nas eleições nacionais. Um terceiro campo em oposição a Serra e a Dilma. Defenderemos um projeto alternativo e socialista para o Brasil. Vamos defender as reivindicações dos trabalhadores. Nosso pré-candidato a presidência da republica, o Zé Maria, é operário e socialista, esteve junto na década de 80 com Lula nas greves do ABC e foi um dos fundadores do PT e da CUT. Nossa oposição ao governo Lula é pela esquerda e não se iguala aos partidos de direita.

No estado, nosso objetivo é combater a falsa polarização eleitoral entre Tarso e Fogaça que defendem o mesmo projeto em nível nacional com a candidatura de Dilma. Nosso partido vai lançar meu nome para disputar o Piratini com este objetivo, além de fortalecer o partido no RS.

Quais os pré-candidatos na região de abrangência do Jornal (Canoas, Cachoeirinha, Gravataí e também Porto Alegre)?

Julio Flores: Essa é uma região muito importante para o estado. É aqui que se concentra parte significativa dos trabalhadores do setor da produção industrial. Vamos lançar um candidato para deputado de Gravataí. Uma cidade que apesar de gerar muita riqueza, através da montadora, os trabalhadores vivem em uma situação oposta. O transporte público intermunicipal é uma vergonha e demonstra o nível de exploração das empresas e o descaso dos governos que não se enfrentam com as mesmas para exigir qualidade no transporte público. Nosso candidato a Deputado, Manoel Fernandes, que é professor do estado e diretor do Cpers/sindicato na região, será um porta voz dos trabalhadores nessa e em outras lutas.

Quantos filiados há no hoje no Estado?

Julio Flores: Nosso partido tem mais de mil filiados no estado, mas não fazemos campanha de filiação já faz muito tempo. Orgulhamos-nos de ter o maior índice de filiação de mulheres do Brasil, chegamos a 47% do nosso quadro de filiados a nível nacional.

A experiência do PT, e de outros partidos da esquerda, comprova que o número de filiados não é o mais importante. Nosso partido valoriza e dá poder de decisão aos nossos militantes que estão dia-a-dia nas lutas dos trabalhadores. Temos uma concepção de democracia interna partidária distinta dos partidos tradicionais. Nosso partido se organiza por núcleos de base e valoriza as discussões internas em detrimentos da votação de filiados, isso significa dar direito de decisão aos militantes que se organizam nos núcleos.

Como o senhor avalia a Gestão Estadual? O que avançou no Estado e o que pode avançar mais?

Julio Flores: Yeda é um desastre para o Rio Grande. Nosso partido esteve na linha de frente da luta pelo Fora Yeda que foi liderado pelos servidores públicos e a juventude. O povo gaúcho precisa impedir que os projetos (des)estruturantes defendidos pelo governo e sua base na Assembléia Legislativa avance. São projetos que estão a serviço da retirada de direitos dos servidores públicos e de garantir um déficit zero baseado no corte de investimento nas áreas sociais. O choque de gestão do governo do PSDB é a continuidade do desmonte dos serviços públicos defendido por Britto.

A oficialização da candidatura de reeleição do governo Yeda coloca como desafio a luta para derrotar este projeto nas ruas e nas eleições. Além disso, Yeda representa o setor político mais nefasto para erário, como indica o Ministério Publico Federal em relação ao esquema de corrupção, e a existência de uma verdadeira quadrilha no Palácio Piratini, mesmo que agora se faça de vítima e tente manipular os fatos, coloca em sinal de alerta os gaúchos.

Para avançar na luta por emprego, salário digno, reforma agrária, saúde, educação, e tantos outros temas que estão estagnados, ou em situação pior, é preciso de muita mobilização popular para garantir um novo rumo para o Rio Grande.

Como o senhor avalia o Governo Lula? O que avançou no Brasil e o que precisa ser melhorado?

Julio Flores: O Brasil continua sendo o país campeão em desigualdade social. Os projetos assistencialistas, como o bolsa familia, é uma politica defendida pelo Banco Mundial para compensar os desastres da selvageria capitalista, buscando uma reparação social miserável aos setores que estão a margem da sociedade. Defendemos a subistituição gradativa deste programa por um politica ofensiva de pleno emprego.

Na política externa do governo Lula é de submissão aos interesses dos Estados Unidos. No Haiti, por exemplo, nosso país dirigiu as tropas da ONU durante alguns anos, fazendo o jogo sujo que os EUA não poderia fazer naquele momento. As tropas de ocupação da ONU não é uma politica de solidariedade e sim de colonização e de defesa da implantação das grandes empresas no país para explorar a mão de obra que é a mais barata do continente americano.

Mas não compactuamos com aqueles que defendem o PSDB, ou que defendem a volta de um governo mais neoliberal e de direita. Não admitimos que a politica econômica, os salários, a geração de empregos, distribuição de renda, reforma agraria e muitas outras questões permaneçam no marco do que foi o governo FHC. Durante a crise econômica, Lula deu dinheiro público e isenção de importos para salvar as grandes empresas, foram mais de 370 bilhões de reias. Ao mesmo tempo destinou apenas 11 bilhões para o bolsa familia. Isso é uma demonstração da opção que o governo Lula fez durante a crise economica. O Brasil teve mais de 1 milhão e 300 mil trabalhadores desempregados e o governo federal foi incapaz de editar uma medida provisória grantindo a estabilidade no emprego. Preferiu salvar meia duzia de empresarios e banqueiros que estavam indo a falência.

Essa é a grande diferença que temos com o governo Lula. Quem governa com os empresários e patrões acaba governando para os ricos e poderosos, mesmo que aparentemente pareça que esta do nosso lado. A reforma da previdência em 2004 foi episódio que demonstrou o que estamos falando. Certamente você deve conhecer alguém que não se aposentou, ou esta esperando para solicitar, por conseqüência da reforma do Lula.

Qual é a ideologia do seu Partido?

Julio Flores: O nosso partido foi fundado em 1994, unificando diferentes organizações, grupos e ativistas independentes. A maioria dos que fundaram o PSTU vinha de uma ruptura com o PT, ao considerar que este partido não era uma alternativa estratégica para a construção de um pólo revolucionária e socialista para o país.

A fundação do PSTU foi um exemplo de unificação de setores revolucionários, quando existiam e existem tantas rupturas na esquerda. Durante dois anos discutimos um programa e um estatuto para o novo partido. Quando chegamos a elaborar uma proposta comum, fizemos nosso congresso de unificação em 94. Dai surgiu o PSTU.

Nós somos aqueles que defendem uma segunda independência do Brasil. Precisamos romper com o imperialismo, sem isso não existe nenhuma possibilidade de acabar com o desemprego, com o arrocho salarial, avançar na reforma agrária, combater a fome e garantir melhores condições de vida. Nosso partido é assim, socialista!

Hoje quantos prefeitos há no RS do Partido? Vices? Vereadores? De que forma serão trabalhadas as coligações?

Julio Flores: Não temos nenhuma prefeitura ou parlamentar, mas temos uma boa influência política no país. Não é atoa que o próprio presidente Lula, em entrevista ao Jornal Estado de SP, citou o PSTU para justicar o que está fazendo no governo federal. Disse que sem as coligações com partidos da patronal, e empresários, era impossível que chegasse a presidência da republica. Realmente ele tem razão, pois Lula precisou mudar de lado para chegar ao governo. Foi aos EUA pedir autorização para ser presidente e apagou boa parte do discurso do PT durante esses últimos 25 anos. Nós do PSTU não faremos isso, somos um partido que defende outra concepção de sociedade e somos contra a conciliação de classe. Queremos um governo socialista e dos trabalhadores, sem patrões.

Mas isso é um grande debate na esquerda, pois a grande maioria dos partidos vence eleições sendo financiados pelas grandes empresas ou pela corrupção, desvio de recursos do erário e tráfico de influência dentro do aparato estatal. Nosso partido não se iguala a estas bandeiras. Além disso, vivemos em uma falsa democracia. Só tem acesso a imprensa quem tem aval das grandes corporações de comunicação. É uma relação de promiscuidade e que o povo brasileiro é refem. As regras do jogo (eleições) estão postas na mesa para favorecer os poderosos. Não é por acaso que Collor, Sarney, Renan Calheiros, Maluf, Yeda e tantos outros corruptos estão à solta. Se elegendo e reelegendo.

Sobre as coligações, estamos dispostos a contruir a unidade da esquerda classista e socialista, mas isso não é fácil. O Psol e o PCB podem ser nossos aliados na composição de uma coligação. O PCB a nível nacional já definiu que terá candidatura própria a presidência. O Psol está escolhendo seu candidato, já que Heloisa Helena não vai disputar. Mas não é iisso que dificulta a unidade da esquerda. O Psol vem trilhando um caminho muito estranho, primeiro se coligou com o PV para a prefeitura de Porto Alegre nas últimas eleições. O PV pra quem não sabe é um partido compõe a base de sustentação do governo Lula e o Psol é de oposição ao governo. Achamos isso incoerente e um grande erro. Mas as diferenças continuam, Luciana Genro teve sua campanha financiada por grandes empresas, como a Gerdau, Cia Zaffari, Marcopolo e Taurus. O PSTU é contra financiamento privado de campanha.

Mas a última declaração do pré-candidato do Psol ao Governo do Estado, Pedro Ruas, que defendeu que as Parcerias Público-Privadas não seriam um problema para o governo e sim como elas são gerenciadas, mostra que nossas divergências são maiores. Nós do PSTU somos contra as PPPs, que são as terceirizações e inicio de privatização dos serviços públicos. Com toda certeza os militantes do Psol concordam com PSTU sobre essa questão. Nessas parcerias quem acaba ganhando são os empresários e quem perde são os trabalhadores. O campeão das PPPs, por exemplo, é o Fogaça. A administração de praças, feiras e prédios públicos tem um selo do patrocinador, da “empresa cidadã”.

Então nossa militância votou pelo lançamento de uma pré-candidatura ao governo do Estado. O meu nome será colocado a disposição do povo gaúcho nessas eleições e chamamos todos os trabalhadores a unirem forças para avançarmos nas conquistas e garantir nossos direitos.

Fonte: Janice Ribas.

26 de mar. de 2010

Eleições 2010


PSTU Gaúcho define candidatura própria ao Governo do Estado.
Após um amplo debate democrático nos últimos 6 meses, a conferência regional indicou o companheiro Julio Flores para representar o partido nesta disputa.

O apoio de 83% da população à  forma de governar do presidente Lula, demonstra o tamanho dos desafios que teremos para combater o projeto de conciliação de classes, que beneficia as grandes corporações empresariais e bancárias do país. Ao mesmo tempo, em uma recente pesquisa divulgada indica uma tendência conjuntural dos gaúchos a votarem em José Serra derrotando a candidata do PT no estado com uma grande margem de diferença.  Dilma também apresenta a maior rejeição,  mesmo em uma pesquisa encomendada por um partido aliado do presidente Lula.  
Nestas eleições, faz-se necessária uma nova postura da esquerda classista e socialista para fazer a disputa programática. A defesa implacável do classismo e de um projeto socialista para o Brasil e para o RS deve ser o centro da campanha da esquerda revolucionária, para combater a falsa polarização entre PT e PSDB. 
Além disso, aqui no Rio Grande, temos o desafio de impedir que os projetos  (des) estruturantes defendidos pelo governo e pela base aliada na Assembléia Legislativa avancem. São projetos que estão a serviço da retirada de direitos dos servidores públicos, como os planos de carreira,  para garantir o déficit zero, política que se baseia no corte de investimento nas áreas sociais. O choque de gestão do governo do Yeda - PSDB é a continuidade do desmonte dos serviços públicos aplicado desde a gestão Britto.

A confirmação da candidatura de reeleição de Yeda coloca como desafio a luta para derrotar estes projetos nas ruas e nas eleições. Yeda representa o setor político mais nefasto do Estado, chefe de uma verdadeira quadrilha que tomou conta do Palácio Piratini e que hoje atua como se nada houvesse acontecido. Nem o Ministério Público Federal, poupou o seu governo em relação ao esquema de corrupção.

Já as candidaturas de José Fogaça, Tarso Genro, Beto Albuquerque e Luis Lara são a expressões diretas e distorcidas, da candidatura Dilma no RS. Ambos partidos compõem o Governo Federal e farão deste processo eleitoral uma disputa pelo loteamento de cargos na medida  em que não existe uma nítida diferença programática entre ambos. A disputa Tarso x Fogaça, que a imprensa valoriza e dá destaque, não passa de uma falsa polarização eleitoral a serviço da recomposição da velha bipolaridade política no RS. E esquerda revolucionária do Estado, deve apresentar sua alternativa.
  
SOBRE A COLIGAÇÃO COM O PSOL - O PSTU Gaúcho se coloca a disposição dos setores da esquerda classista e socialista para abrir um processo de negociação a cerca da unidade nas eleições. Mas afirmamos que não aceitamos que a esquerda socialista siga os mesmos passos do PT. Não defenderemos um programa de conciliação de classes e nem o financiamento privado de campanha eleitoral.  
O Psol pode ser um grande aliado nestas eleições para fortalecer um terceiro campo na disputa estadual. Um campo de oposição de esquerda ao governo Lula que defenda um projeto socialista. Mas até o momento a política de sua direção caminha em outro sentido. Quando o Psol decidiu abrir um processo de negociação com Marina Silva (PV), que é base do governo Lula, sinalizou o caminho que  queria percorrer. A política defendida por Luciana Genro de aceitar o financiamento privado de sua campanha através da burguesia  – Gerdau, Zaffari e Tauros -  nas eleições de 2008 é outro divisor de águas.  
A questão programática é o que deve definir acordo eleitoral. Em recente entrevista a um veiculo de comunicação o Vereador Pedro Ruas, pré-candidato do Psol, defendeu que a existência das Parcerias Público-Privadas (PPP’s) não seria um problema, mas que o problema seria a gestão destas PPP’s, que deixa margem para os casos de corrupção, como no episódio que envolve o Instituto Sollus e o governo de Fogaça na capital. Certamente a militância do Psol não concorda com essa declaração.
Na relação entre empresas privadas e o poder público só as empresas são beneficiadas, aos trabalhadores resta a precarização dos serviços  prestados e a desvalorização dos servidores públicos. É por isso que afirmamos que o maior empecilho para unidade da esquerda classista e socialista é o programa de governo defendido pelo Psol.

Apresentamos a pré-candidatura do companheiro Julio Flores a Governador do Estado, cuja trajetória é conhecida e reconhecida por grande parte da esquerda gaúcha. Um lutador que não abandonou a estratégia socialista.
Chamamos a todos(as) militantes e trabalhadores (as), que não esmoreceram diante de tantas lutas, a unir forças para fortalecer um projeto socialista para Rio Grande.


Porto Alegre, 25 de março de 2010.

Direção do PSTU-RS


25 de mar. de 2010

Solidariedade ao povo Haitiano na UFRGS

No dia 24 de Março, na Faculdade de Educação da UFRGS, a Assembléia Nacional dos Estudantes – Livre (ANEL), juntamente com a Conlutas, realizou sua atividade de calouradas intitulada “As verdades sobre o Haiti: Solidariedade Sim, Ocupação Não!”. A mesa contou com a presença de Otávio Calegari, estudante de Ciências Sociais da Unicamp e militante do PSTU, que esteve no país durante o terremoto de 12 de janeiro, e com Vera Rosane Oliveira, doutoranda em educação pela UFRGS, servidora pública e militante Movimento Negro, representando o Quilombo Raça e Classe da Conlutas.



A atividade faz parte da campanha de solidariedade encabeçada por entidades como a ANEL e a Conlutas, que vêm desde antes do terremoto travando a discussão com estudantes e trabalhadores sobre a necessidade da retirada imediata das tropas brasileiras do Haiti. Frente a catástrofe ambiental, superdimensionada pelas condições sociais de extrema pobreza e exploração imperialista naquele país – que deixou mais de 200.000 mortos -, a campanha de solidariedade aos trabalhadores e trabalhadoras daquele país se tornou uma obrigação daqueles que lutam pelas bandeiras socialistas, da independência e solidariedade de classe, e a luta implacável contra o rascismo.

O Governo Lula não foi polpado nas intervenções. Jessica Nucci, representando a juventude do PSTU, declarou " O governo Lula, mantendo a ocupação militar no haiti, além de contribuir para reforçar a miseria daquele povo, reforça a submissão do nosso país ao imperialismo e a nossa própria miseria. O povo haitiano não precisa de soldados, precisa de médicos, enfermeiros, engenheiros, professores. Precisa de uma verdadeira solidariedade".  

A atividade arrecadou mais de R$ 130,00 que será enviado, através da Conlutas, para a Batalha Operária, uma organização autônoma da classe trabalhadora haitiana. Esta iniciativa vem sendo feita em cada canto do país em contrapondo as doações que vem sendo entregues a ONGs e governos, e que tem sido administradas pelas tropas de ocupação e pela burguesia Haitiana.


Um episódio lamentável


No decorrer na atividade, foi reconhecida a presença de um sargento das Forças Armadas, que estava infiltrado na atividade gravando todas as falas e intervenções. A denúncia foi feita no plenário e o homem se retirou. Em plena “democracia” essa situação relembrou os anos de chumbo. Durante a ditadura militar o Estado infiltrava seus homens em locais de trabalho, estudo e organizações políticas para perseguir os militantes e ativistas de oposição ao regime.