27 de mar. de 2014
26 de mar. de 2014
TODO APOIO À GREVE DOS RODOVIÁRIOS DE PASSO FUNDO
TODO APOIO À GREVE DOS RODOVIÁRIOS DE PASSO FUNDO
O Partido Socialista dos
Trabalhadores Unificado de Passo Fundo declara total apoio às reivindicações
dos motoristas e cobradores do transporte coletivo urbano da Coleurb e da
Transpasso. As empresas se negam desde dezembro de 2013 a negociar as pautas da
categoria, os patrões são os responsáveis pela greve.
A assembleia geral dos
rodoviários realizada na quinta-feira (20/03), por ampla maioria dos presentes,
deflagrou a greve por tem indeterminado em 72 horas. As principais pautas da
categoria são: 15% de aumento salarial; tíquete-alimentação de R$250,00 (hoje é
R$130,00); pagamento de 125% na hora-extra de domingo (paga somente 50%). Os
patrões apresentaram somente 6% de aumento salarial e 6% de aumento no tíquete-alimentação
ou R$7,00 de tíquete-alimentação por dia trabalhado.
COLEURB E
TRANSPASSO MENTEM PARA AUMENTAR A PASSAGEM
Não está descartado que as
empresas usem o aumento dos trabalhadores para barganhar o aumento da passagem,
sempre fizeram isso. Porém, o que garante de fato o aumento da passagem são os
governos que não se preocupam com os estudantes, trabalhadores, idosos e
desempregados que dependem do transporte público.
Nas jornadas de junho de 2013, a
juventude que ousa lutar de Passo Fundo e do país foi às ruas e derrotou muitos
governos, inclusive o governo Luciano Azevedo (PPS/PCdoB). Tanto a prefeitura
quanto as empresas foram obrigadas a reduzir a passagem porque mentiram para a
população, lucraram como nunca nesse período. Não falta dinheiro nos cofres da
Coleurb e da Transpasso, mas falta transparência sobre a contabilidade,
enriquecem às custas da população e dos rodoviários há mais de 50 anos em Passo
Fundo.
É PRECISO LUTAR! É
POSSÍVEL VENCER!
A greve dos rodoviários de Porto
Alegre mostrou a dura realidade a que são submetidos os motoristas e cobradores
do transporte coletivo no Brasil. O PSTU defende um modelo de transporte
público de qualidade com valorização dos trabalhadores. Por isso, estamos
juntos com a categoria nessa greve pela sua valorização e, também, na luta pela
municipalização do transporte público de Passo Fundo. Rumo ao Passe Livre e à
Tarifa Zero!
Bradimir Silva
Ana Clélia Schneider
PSTU Passo Fundo
25 de mar. de 2014
PRESIDENTE DO PSTU REUNE-SE COM GOVERNADOR TARSO GENRO (PT/RS) PARA TRATAR DE INQUERITO POLICIAL CONTRA ATIVISTAS POLÍTICOS E SOCIAIS
PRESIDENTE
DO PSTU REUNE-SE COM GOVERNADOR TARSO GENRO (PT/RS) PARA TRATAR DE INQUERITO
POLICIAL CONTRA ATIVISTAS POLÍTICOS E SOCIAIS
O
governador do Rio Grande do Sul recebeu na tarde de hoje o presidente nacional
do PSTU, José Maria de Almeida, para tratar do inquérito policial encaminhado
pela Policia Civil ao Ministério Público. O referido inquérito acusa militantes
do PSTU (Matheus Gomes e Gilian) alem de militantes do PSOL e de organizações
anarquistas, de “organização de milícia”, responsabilizando-os por roubo de
patrimônio privado que teria ocorrido durante manifestações populares em Porto
Alegre. A companheira Vera Guasso, presidente do PSTU/RS participou da reunião.
Zé
Maria levou ao governador do Rio Grande do Sul a preocupação do PSTU com o processo
de criminalização das lutas sociais e dos ativistas e dirigentes destas lutas
que vem se alastrando por todo o país. E que, neste sentido, o inquérito em
pauta era exemplar: uma verdadeira peça de amalgama político, onde dirigentes
de organizações políticas e sociais que convocam uma manifestação popular são
responsabilizados por um roubo que aconteceu no decorrer da mesma. E tudo sem
que haja a mais mínima prova que vincule estes dirigentes ao roubo ou que dê
qualquer substancia à acusação. Trata-se de um inquérito montado em base a
mesma doutrina de segurança nacional usada pelos militares durante a ditadura,
isso 50 anos depois do golpe militar que instaurou o regime militar em nosso
país e 30 anos depois do seu final.
O
presidente do PSTU cobrou de Tarso Genro uma ação concreta do governo contra
este tipo de procedimento da polícia que é subordinada ao governo do estado. Afirmou
que procedimentos deste tipo por parte da polícia são inaceitáveis, mesmo nas
democracias limitadas como a que temos em nosso país, típica do capitalismo.
Lembrou que procedimentos assim também estão sendo adotadas pela polícia do
governo de São Paulo/PSDB, e do Rio de Janeiro/PMDB (alias, é importante
registrar que relatório da CPI da Câmara Municipal de Porto Alegre que tratou
do episodio da ocupação daquela casa legislativa, acusa e ataca várias
entidades sindicais pelo apoio prestado ao movimento - trata como crime, as
ações de solidariedade à luta e à reivindicação de redução do preço das
passagens e melhoria da qualidade dos transportes para a população
desenvolvidas por aquelas entidades).
O
governador afirmou que está acompanhando o desenrolar dos acontecimentos. Tarso
Genro ressaltou que “tem certeza de que as organizações envolvidas (PSTU, PSOL
e Anarquistas) não têm como modo de ação, nem orientam seus militantes a
promoverem ações de que estão sendo acusados os militantes indiciados no inquérito”.
No entanto alegou ter condições limitadas de interferência no inquérito. O
governador deixou aberto canal de dialogo sobre o assunto, ao mesmo tempo que
pediu para que se aguardasse o pronunciamento do Ministério público.
Vera
Guasso pediu ainda ao governador providencias sobre ameaças e atitudes de
intimidação que integrantes da Brigada Militar estariam adotando contra o dirigente
do PSTU, Matheus Gomes, um dos indiciados no inquérito.
O
PSTU, juntamente com as demais organizações atingidas pela arbitrariedade
representada por este inquérito, já iniciaram e vão dar curso a uma campanha
nacional e internacional para barrar mais esta tentativa de criminalizar os que
lutam em defesa dos direitos do povo.
Zé
Maria
20 de mar. de 2014
O corpo vai na mala e as armas vão no banco
Morro da Congonha, Madureira, zona norte do Rio de Janeiro. Um mulher trabalhadora, pobre e negra foi baleada, supostamente num tiroteio entre traficantes e policiais militares (A família nega que isso tenha ocorrido). Para socorrê-la, os PMs a jogam no porta-malas da viatura. O banco traseiro da Blazer, de acordo com um deles, estava cheio de armas e equipamentos, instrumentos utilizados para a repressão.
Essa descrição seria o bastante para desenhar o comportamento absurdo e diário da Polícia Militar nos morros e favelas do país. Mas o ato bárbaro não parou por aí. A traseira do carro estava mal fechada e o corpo da mulher caiu, segundo contam. Sua roupa ficou presa ao para-choque do carro e ela foi arrastada por cerca de 250 metros, batendo contra o asfalto, acompanhando a velocidade e o movimento da viatura em zig-zag pelas ruas cariocas.
Cláudia da Silva Ferreira, 38 anos, faxineira, mulher, negra, mãe de quatro filhos e que cuidava de mais quatro sobrinhos, tinha o perfil clássico das vítimas que a PM prende, tortura e mata todos os dias. Ela entra para as estatísticas que demonstram o genocídio cometido pela PM, com o aval do estado, de jovens, pobres e negros. Cláudia foi arrastada pelas ruas e sua família para uma vida ainda mais desgraçada.
Mas o fator mais perverso de assassinatos como o da Cláudia, do Amarildo, do Ricardo e de tantos outros, geralmente pobres e negros, que morreram pelas mãos de quem o Estado treina, arma e incentiva a prender, torturar e matar - a Polícia Militar - é que eles já nasceram vítimas do descaso do poder público. Nascem, vivem e morrem bem cedo no país onde não há investimentos em educação, saúde, moradia e transporte, onde a maior parte da população trabalha incansável e diariamente por um salário de miséria, onde 15 mulheres morrem por dia vítimas da violência machista alimentada pela mídia e sem a atenção adequada do governo, onde se gasta cerca de 30 bilhões em obras para um evento esportivo que a maior parte do povo não vai ter acesso (nem qualquer benefício), onde a juventude negra é exterminada por sua cor.
Para completar toda essa barbárie, o governo está preocupado mesmo nesse momento em calar os que lutam para mudar essa situação. Em ter um braço armado, militarizado e pronto para bater em quem quer que se levante contra os seus desmandos. Em criar leis que desmobilizem os movimentos sociais e criminalizem manifestantes.
Toda a repressão imposta pelo governo Dilma, Cabral, Tarso, e tantos outros, tem o objetivo único de manter as injustiças, as perdas e as dores no mais completo silêncio. Não nos calarão!!
A dor de todas as ações injustas impostas pelos governos vai reverberar nos morros, nas favelas e nas ruas! Seguimos gritando contra a militarização das polícias e o terror que espalham oprimindo sempre pobres, negros e negras, a quem não é dado o direito de viver. Pela Cláudia e pela sua família, nosso luto se refletirá na nossa luta!
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