26 de mar. de 2014

Isenções Fiscais de 25 milhões para Empresários e aumento da passagem em Porto Alegre para o povo trabalhador! É preciso voltar as ruas para lutar por nossos direitos!



TODO APOIO À GREVE DOS RODOVIÁRIOS DE PASSO FUNDO

TODO APOIO À GREVE DOS RODOVIÁRIOS DE PASSO FUNDO


O Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado de Passo Fundo declara total apoio às reivindicações dos motoristas e cobradores do transporte coletivo urbano da Coleurb e da Transpasso. As empresas se negam desde dezembro de 2013 a negociar as pautas da categoria, os patrões são os responsáveis pela greve.

A assembleia geral dos rodoviários realizada na quinta-feira (20/03), por ampla maioria dos presentes, deflagrou a greve por tem indeterminado em 72 horas. As principais pautas da categoria são: 15% de aumento salarial; tíquete-alimentação de R$250,00 (hoje é R$130,00); pagamento de 125% na hora-extra de domingo (paga somente 50%). Os patrões apresentaram somente 6% de aumento salarial e 6% de aumento no tíquete-alimentação ou R$7,00 de tíquete-alimentação por dia trabalhado.

COLEURB E TRANSPASSO MENTEM PARA AUMENTAR A PASSAGEM

Não está descartado que as empresas usem o aumento dos trabalhadores para barganhar o aumento da passagem, sempre fizeram isso. Porém, o que garante de fato o aumento da passagem são os governos que não se preocupam com os estudantes, trabalhadores, idosos e desempregados que dependem do transporte público.

Nas jornadas de junho de 2013, a juventude que ousa lutar de Passo Fundo e do país foi às ruas e derrotou muitos governos, inclusive o governo Luciano Azevedo (PPS/PCdoB). Tanto a prefeitura quanto as empresas foram obrigadas a reduzir a passagem porque mentiram para a população, lucraram como nunca nesse período. Não falta dinheiro nos cofres da Coleurb e da Transpasso, mas falta transparência sobre a contabilidade, enriquecem às custas da população e dos rodoviários há mais de 50 anos em Passo Fundo.

É PRECISO LUTAR! É POSSÍVEL VENCER!

A greve dos rodoviários de Porto Alegre mostrou a dura realidade a que são submetidos os motoristas e cobradores do transporte coletivo no Brasil. O PSTU defende um modelo de transporte público de qualidade com valorização dos trabalhadores. Por isso, estamos juntos com a categoria nessa greve pela sua valorização e, também, na luta pela municipalização do transporte público de Passo Fundo. Rumo ao Passe Livre e à Tarifa Zero!

Bradimir Silva
Ana Clélia Schneider


PSTU Passo Fundo

25 de mar. de 2014

PRESIDENTE DO PSTU REUNE-SE COM GOVERNADOR TARSO GENRO (PT/RS) PARA TRATAR DE INQUERITO POLICIAL CONTRA ATIVISTAS POLÍTICOS E SOCIAIS


PRESIDENTE DO PSTU REUNE-SE COM GOVERNADOR TARSO GENRO (PT/RS) PARA TRATAR DE INQUERITO POLICIAL CONTRA ATIVISTAS POLÍTICOS E SOCIAIS



O governador do Rio Grande do Sul recebeu na tarde de hoje o presidente nacional do PSTU, José Maria de Almeida, para tratar do inquérito policial encaminhado pela Policia Civil ao Ministério Público. O referido inquérito acusa militantes do PSTU (Matheus Gomes e Gilian) alem de militantes do PSOL e de organizações anarquistas, de “organização de milícia”, responsabilizando-os por roubo de patrimônio privado que teria ocorrido durante manifestações populares em Porto Alegre. A companheira Vera Guasso, presidente do PSTU/RS participou da reunião.

Zé Maria levou ao governador do Rio Grande do Sul a preocupação do PSTU com o processo de criminalização das lutas sociais e dos ativistas e dirigentes destas lutas que vem se alastrando por todo o país. E que, neste sentido, o inquérito em pauta era exemplar: uma verdadeira peça de amalgama político, onde dirigentes de organizações políticas e sociais que convocam uma manifestação popular são responsabilizados por um roubo que aconteceu no decorrer da mesma. E tudo sem que haja a mais mínima prova que vincule estes dirigentes ao roubo ou que dê qualquer substancia à acusação. Trata-se de um inquérito montado em base a mesma doutrina de segurança nacional usada pelos militares durante a ditadura, isso 50 anos depois do golpe militar que instaurou o regime militar em nosso país e 30 anos depois do seu final.

O presidente do PSTU cobrou de Tarso Genro uma ação concreta do governo contra este tipo de procedimento da polícia que é subordinada ao governo do estado. Afirmou que procedimentos deste tipo por parte da polícia são inaceitáveis, mesmo nas democracias limitadas como a que temos em nosso país, típica do capitalismo. Lembrou que procedimentos assim também estão sendo adotadas pela polícia do governo de São Paulo/PSDB, e do Rio de Janeiro/PMDB (alias, é importante registrar que relatório da CPI da Câmara Municipal de Porto Alegre que tratou do episodio da ocupação daquela casa legislativa, acusa e ataca várias entidades sindicais pelo apoio prestado ao movimento - trata como crime, as ações de solidariedade à luta e à reivindicação de redução do preço das passagens e melhoria da qualidade dos transportes para a população desenvolvidas por aquelas entidades).

O governador afirmou que está acompanhando o desenrolar dos acontecimentos. Tarso Genro ressaltou que “tem certeza de que as organizações envolvidas (PSTU, PSOL e Anarquistas) não têm como modo de ação, nem orientam seus militantes a promoverem ações de que estão sendo acusados os militantes indiciados no inquérito”. No entanto alegou ter condições limitadas de interferência no inquérito. O governador deixou aberto canal de dialogo sobre o assunto, ao mesmo tempo que pediu para que se aguardasse o pronunciamento do Ministério público.

Vera Guasso pediu ainda ao governador providencias sobre ameaças e atitudes de intimidação que integrantes da Brigada Militar estariam adotando contra o dirigente do PSTU, Matheus Gomes, um dos indiciados no inquérito.

O PSTU, juntamente com as demais organizações atingidas pela arbitrariedade representada por este inquérito, já iniciaram e vão dar curso a uma campanha nacional e internacional para barrar mais esta tentativa de criminalizar os que lutam em defesa dos direitos do povo.

Zé Maria

20 de mar. de 2014

O corpo vai na mala e as armas vão no banco


Morro da Congonha, Madureira, zona norte do Rio de Janeiro. Um mulher trabalhadora, pobre e negra foi baleada, supostamente num tiroteio entre traficantes e policiais militares (A família nega que isso tenha ocorrido). Para socorrê-la, os PMs a jogam no porta-malas da viatura. O banco traseiro da Blazer, de acordo com um deles, estava cheio de armas e equipamentos, instrumentos utilizados para a repressão.

Essa descrição seria o bastante para desenhar o comportamento absurdo e diário da Polícia Militar nos morros e favelas do país. Mas o ato bárbaro não parou por aí. A traseira do carro estava mal fechada e o corpo da mulher caiu, segundo contam. Sua roupa ficou presa ao para-choque do carro e ela foi arrastada por cerca de 250 metros, batendo contra o asfalto, acompanhando a velocidade e o movimento da viatura em zig-zag pelas ruas cariocas.

Cláudia da Silva Ferreira, 38 anos, faxineira, mulher, negra, mãe de quatro filhos e que cuidava de mais quatro sobrinhos, tinha o perfil clássico das vítimas que a PM prende, tortura e mata todos os dias. Ela entra para as estatísticas que demonstram o genocídio cometido pela PM, com o aval do estado, de jovens, pobres e negros. Cláudia foi arrastada pelas ruas e sua família para uma vida ainda mais desgraçada.

Mas o fator mais perverso de assassinatos como o da Cláudia, do Amarildo, do Ricardo e de tantos outros, geralmente pobres e negros, que morreram pelas mãos de quem o Estado treina, arma e incentiva a prender, torturar e matar - a Polícia Militar - é que eles já nasceram vítimas do descaso do poder público. Nascem, vivem e morrem bem cedo no país onde não há investimentos em educação, saúde, moradia e transporte, onde a maior parte da população trabalha incansável e diariamente por um salário de miséria, onde 15 mulheres morrem por dia vítimas da violência machista alimentada pela mídia e sem a atenção adequada do governo, onde se gasta cerca de 30 bilhões em obras para um evento esportivo que a maior parte do povo não vai ter acesso (nem qualquer benefício), onde a juventude negra é exterminada por sua cor.

Para completar toda essa barbárie, o governo está preocupado mesmo nesse momento em calar os que lutam para mudar essa situação. Em ter um braço armado, militarizado e pronto para bater em quem quer que se levante contra os seus desmandos. Em criar leis que desmobilizem os movimentos sociais e criminalizem manifestantes.
Toda a repressão imposta pelo governo Dilma, Cabral, Tarso, e tantos outros, tem o objetivo único de manter as injustiças, as perdas e as dores no mais completo silêncio. Não nos calarão!!

A dor de todas as ações injustas impostas pelos governos vai reverberar nos morros, nas favelas e nas ruas! Seguimos gritando contra a militarização das polícias e o terror que espalham oprimindo sempre pobres, negros e negras, a quem não é dado o direito de viver. Pela Cláudia e pela sua família, nosso luto se refletirá na nossa luta!