28 de set. de 2015

ATO PELA SUSPENSÃO DA DÍVIDA ESTADUAL E CONTRA O BLOQUEIO DE RECURSOS DO RS




O governo do RS não paga os servidores e corta gastos em saúde e educação e segurança. Seguem as isenções de impostos a grandes empresas e a Operação Zelotes revela a sonegação envolvendo grandes grupos econômicos como a RBS. Sobre isso o governo Sartori nada faz.

Ataca os trabalhadores mas não enfrenta de verdade os banqueiros e o governo federal. Isso se expressa na falta de um combate efetivo contra a divida que sangra o Rio Grande. 

Foi feito um acordo assinado em 1998, pelo Presidente da República Fernando Henrique/PSDB e o Governador Britto/PMDB, no auge do PLANO REAL. O valor contratado foi de R$ 10 bilhões e foram pagos R$ 29,7 bilhões e ainda devemos R$ 47,1 bilhões! As cláusulas abusivas geraram este estoque da dívida. Nos termos em que a Dívida foi contratada, ela é impagável! O governo do estado até suspendeu o pagamento durante duas vezes. Isso foi necessário e apoiado pelo povo. Mas o governo estadual não reage cada vez que o governo federal retém os recursos gaúchos.

Basta. Nenhum centavo para os bancos. Suspender o pagamento da dívida com a União. Não à retenção de nossos recursos pelo Governo Dilma!

No dia 30 de setembro, às 18:30, no Auditório Dante Barone da Assembleia Legislativa, faremos um grande ato pela Auditoria e Suspensão do Pagamento da Dívida em conjunto com inúmeras entidades sindicais, estudantis, populares e políticas que subscrevem esta convocatória:

Deputado Pedro Ruas - Coordenador da Frente Parlamentar Pela Suspensão e Auditagem da Dívida com a União
Núcleo Gaúcho pela Auditoria Cidadã da Dívida Pública
CSP CONLUTAS
INTERSINDICAL
CGTB
CUT-RS
FENASTC - Federação Nacional dos Servidores dos Tribunais de Contas do Brasil
SINDICAIXA – Sindicato dos Servidores da Caixa Econômica Estadual
SINDIMETRO – Sindicato dos Metroviários de Porto Alegre
4º Núcleo do CPERS/Cachoeira do Sul
15 Núcleo do CPERS/Erechim
17º Núcleo do CPERS/Bagé
16º Núcleo do CPERS/São Borja
11º Núcleo do CPERS/Cruz Alta
41º Núcleo do CPERS/São Gabriel
42º Núcleo do CPERS/Camaquã
8º Núcleo do CPERS/Estrela
38º Núcleo do CPERS/Porto Alegre
Sintrajufe/RS - Sindicato dos Trabalhadores da Justiça Federal do RS
Sindjus/RS - Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Estadual do RS
Sindppd-RS - Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados do RS;
Ugeirm - Sindicato dos Policiais Civis do RS
Simpa - Sindicato dos Municipários de Porto Alegre,
Sindicato dos comerciários de Santa Cruz
Sindicato dos comerciários de Passo Fundo
Atempa - Associação dos Trabalhadores em Educação de Porto Alegre
Assms - Associação dos Servidores da Saúde de Porto Alegre
CNAB - Congresso Nacional Afro-Brasileiro
SINDAC/RS - Sindicato dos Agentes Comunitários de Saúde do RS
SINDISAÚDE/RS - Sindicato dos Trabalhadores da Saúde do RS
ASERGHC - Associação dos Servidores do Grupo Hospitalar Conceição
Movimento JUNTOS! 
ANEL - Assembleia Nacional dos Estudantes - Livre
Movimento Contestação
DCE UFRGS - Diretório Central dos Estudantes da UFRGS
DCE PUCRS - Diretório Central dos Estudantes da PUCRS
UMESPA - União Municipal dos Estudantes Secundaristas de Porto Alegre
UGES - União Gaúcha dos Estudantes Secundaristas
JPL - Juventude Pátria Livre
PSOL - Partido Socialismo e Liberdade
PSTU - Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado
PPL - Partido Pátria Livre
CEDS - Centro de Estudos e Debates Socialistas



25 de set. de 2015

SINDICATO DAS/OS COMERCIÁRIAS/OS DE ERECHIM/RS FILIA-SE À CSP-CONLUTAS


No dia 24 de setembro, em meio a uma forte chuva, ocorreu a assembleia geral da categoria que aprovou a desfiliação do sindicato da CUT e sua filiação à CSP-Conlutas. A atividade contou com a presença e o apoio do Sindicato dos Comerciários de Passo Fundo, Sindicado dos Comerciários de Santa Cruz do Sul, além do sindicato dos docentes da UFFS (SINDUFFS), seção do ANDES-SN, que também é parte da central.

 O debate pautou temas como o papel da CUT neste momento de crise econômica e política, que se lança na defesa do governo Dilma, bem como o papel da Força Sindical, que se abraça na oposição de direita capitaneada pelo PSDB e a necessidade de se criar um campo dos trabalhadores para enfrentar a crise e o governo de Dilma Roussef e seus opositores burgueses.

O problema da independência do movimento sindical brasileiro diante dos governos, principalmente numa situação como a atual, foi o centro do debate. Também foram pautadas questões como a organização dos setores da classe que sofrem com preconceito e discriminação, como as mulheres, os negros e o LGBTs, que se organizam dentro da CSP-Conlutas em setoriais específicos e travam suas lutas no marco da luta de classes. Com uma grande presença de mulheres comerciárias, foi discutida a questão das creches e do assédio moral e sexual que as mulheres sofrem no comércio. A importância de se construir um sindicato combativo, que esteja junto com os trabalhadores do comércio nas lojas e nos mercados foi muito destacada.

 A diretora Débora Martins reivindicou as assembleias e atos de rua que a nova direção vem realizando e ressaltou que essa será a marca desta gestão, decisões tomadas pela base e muita luta contra os patrões. Com essa filiação a cidade de Erechim conta agora com duas entidades que compõem a CSP-Conlutas - SINDUFFS - ANDES e Sindicomerciários, além do apoio da central que está sendo organizada localmente em Passo Fundo e região.

 Por Douglas Santos Alves - SINDUFFS/ANDES - Erechim

21 de set. de 2015

22 de Setembro: Dia Estadual de lutas, greves e manifestações. Qual caminho seguir para derrotar os projetos de ajuste fical de Sartori?



Esta terça-feira, dia 22 de setembro, é um dia decisivo para a luta do funcionalismo público estadual contra a política de ajuste fiscal do Governo Sartori(PMDB). Entrará na pauta da Assembléia Legislativa vários projetos que buscam colocar sobre os servidores estaduais e o conjunto da população os efeitos da crise. O principal deles é o chamado “Tarifaço do Sartori” que buscar aumentar a alíquota de ICMS aumentando o custo de vida em um momento que o desemprego aumenta no Brasil e no nosso estado. Nos projetos de Lei que estão previstos na ordem do dia também temos a extinção da FEPPS e da Fundergs e o projeto da gestão democrática nas escolas.

Precisamos construir uma forte paralisação neste dia 22. Lotar a praça da matriz como fizemos no dia 15 de setembro e buscar criar condições para forçar que o Governo Sartori e a Assembléia Legislativa recuem da aplicação desses ataques. Para isso acontecer não podemos repetir o erro do dia 15 de setembro em que a Coordenação dos servidores dirigida pela CUT e pela Fessergs/NCST frente a vitória de ter impedido a votação neste dia não chamou greve para o dia seguinte para continuar a mobilização e facilitou a vida do governo que sem muito esforço e com forte aparato militar, fechou as portas da assembléia para o público presente e aprovou os projetos do seu interesse.

Em nossa opinião, a Coordenação dos Servidores deve apontar que caso o governo não recue da aplicação dos ataques vai organizar no próprio dia 22 uma assembléia na praça da matriz para continuar a greve até o governo recuar.

Qual a estratégia da CUT (PT) e por que vai nos levar para uma derrota?

A direção da CUT representada pela direção do CPERS e a Fessergs nunca apostaram na greve geral unificada dos servidores como melhor caminho para enfrentar e derrotar o governo. Por isso que mesmo perdendo a votação na assembléia do CPERS no dia 11 de setembro fizeram todo tipo de manobra para acabar com a greve. A mesma coisa verificamos no dia 15 de setembro que frente a uma primeira vitória ao impedir a realização da sessão que votaria os projetos em vez de manter a greve no dia seguinte mandou as pessoas voltarem ao seu local de trabalho, não apostando na mobilização dos servidores. O resultado foi a aprovação de projetos como o da reforma da previdência dos servidores estaduais.

Toda a estratégia da CUT se baseia em desgastar o governo e os parlamentares da base aliada como um mecanismo não para derrotar o governo agora impedindo a aprovação dos projetos e sim na perspectiva de daqui a 3 anos para as eleições. Junto a isso os compromissos com o governo Dilma impedem esse setor de mobilizar contra Sartori( PMDB) uma vez que sem o apoio do PMDB a nível nacional dificilmente Dilma(PT) terminará o seu mandato. Essa combinação de fatores faz com que a direção da CUT atue de “ Freio de mão puxado” evitando a qualquer custo uma mobilização que possam perder o controle. Facilitando assim a vida do Governo Sartori(PMDB) e a aprovação do ajuste fiscal que também aplicam no governo federal.

É possível derrotar o governo Sartori!

As grandes mobilizações realizadas pela educação, pelos setores da segurança e pelos servidores em geral foram as maiores mobilizações unificadas dos servidores estaduais que já ocorreram no Rio Grande do Sul. Foi decisiva para o enfraquecimento do governo Sartori e para que o governo comece a perder apoio popular.

O caminho para derrotar o governo passa por construir neste dia 22 uma grande mobilização e dar sequência a ela votando greve dos servidores até que o governo retire a urgência dos projetos. Precisamos colocar pressão na praça da matriz para derrotar este ataque. Somente a mobilização dos servidores pode derrotar o ajuste fical de Sartori!

O PSTU defende as seguintes propostas para a crise do RS:
- Suspensão do pagamento da dívida pública com a união e auditoria da mesma;
- Fim das isenções fiscais que fazem o RS renunciar a 13 bilhões por ano;
- Contra a retenção dos dinheiro do estado pelo Governo Dilma;
- Pela retirada imediata da PL 206/15, não ao aumento dos impostos e demais projetos que atacam os direitos dos trabalhadores;
- Chega de Dilma(PT) e Sartori(PMDB)

Direção Estadual do PSTU Rio Grande do Sul



20 DE SETEMBRO: PORQUE LEMBRAMOS O INÍCIO DA GUERRA AO INVÉS DE SEU FIM?


Por Matheus Gomes da Direção Estadual do PSTU RS

Há 180 anos insurgia o grito precursor da liberdade? O conflito entre os chefes farrapos e o governo imperial se desenvolveu em meio ao período que o historiador Clóvis Moura denominou "Escravismo Pleno", a fase mais dinâmica do modo de produção escravista no Brasil. O RS não fugia a regra. O trabalhador escravizado era o centro da produção e a sua exploração o ponto de unidade entre a elite rio-grandense e imperial. No início da guerra, numa cidade como Pelotas, mais da metade da população era composta por escravizados, mesmo assim a Constituição Republicana afirmava que "A República do Rio Grande é a associação política de todos os cidadãos riograndenses", ou seja, dos "homens livres nascidos no território da República". Ao povo negro escravizado a liberdade não raiou com o grito dos farrapos.
Servimos como moeda de troca: éramos tratados como coisa pra produzir, passamos a ser coisa pra guerrear, do lado de lá e de cá. Antes desse território se chamar oficialmente Rio Grande do Sul já sofríamos por aqui, mas nesse conflito nossos interesses não estavam em jogo. Os farrapos não queriam alterar a estrutura de classes da sociedade, não flertaram com o movimento abolicionista, lutaram para ampliar sua riqueza e poder. Vocês sabiam que Bento Gonçalves morreu em 1847 e deixou como herança mais de 50 escravizados?
Então, porque não lembramos do fim? Rapidamente assinalo dois motivos. O primeiro é que os revoltosos foram derrotados, a República Rio-grandense foi perene, por diversos fatores que não cabem nesse comentário. O segundo é que o fim inclui o extermínio do povo negro e o acordo entre farrapos e o Império para liquidar a ala mais combativa do exercito farroupilha, consequentemente, sua ala mais perigosa: os Lanceiros Negros. Na Batalha de Porongos, a morte dos combatentes negros representou a dizimação de quase 10% das tropas farrapas, tudo armado por Duque de Caxias (Império) e David Canabarro (Farrapos). Aos que não sabem, isso é comprovado por documentos oficiais. Caso os Lanceiros continuassem de pé após a assinatura do tratado de paz, certamente cobrariam a promessa de liberdade e se a resposta fosse negativa poderiam iniciar um confronto armado cuja a resolução abriria uma crise maior que a guerra, tanto para o Império, quanto para a elite rio-grandense. Essa era a hipótese mais provável.
A construção histórica da figura do gaúcho exclui o protagonismo negro, é parte do arsenal que a nível nacional constituiu o mito da igualdade racial e deve ser desvendada por todas e todos que pretendem lutar para acabar com o racismo nos dias de hoje. Nada contra quem sai às ruas nessa data, apenas coloquemos as coisas no seu devido lugar e abracemos as bandeiras que servem para a nossa libertação. Ninguém melhor que Oliveira Silveira pra contar nossa história, termino com esse belo poema, "Negros no sul" e uma foto pra recordar velhos e bons tempos.
"No sul o negro charqueou
lavrou
carreteou
no sul o negro remou
teceu
diabo a quatro
o negro sul congou
bumbou
batucou
a negra no sul cozinhou
lavou
diabo a quatro
no sul o negro brigou
guerreou
se libertou

Quer dizer: ainda se liberta
de mil disfarçadas senzalas
prisões diabo a quatro
onde tentam mantê-lo agrilhoado."

17 de set. de 2015

Entrevista com André "Lagartixa", metalúrgico de Canoas e eleito cipeiro na AGCO



André Battistello “ Lagartixa” , Metalúrgico de Canoas e funcionário da AGCO, acabou de ser eleito cipeiro em recente eleição na fábrica, ficando empatado em primeiro lugar com outro colega. Vai falar um pouco para o Opinião Socialista sobre sua trajetória política e o papel da CIPA.

Opinião Socialista: Fale um pouco da sua trajetória profissional como metalúrgico e da sua militância política?

André: Iniciei minha trajetória como metalúrgico em 1984 na Maxiforja, depois trabalhei na DHB, Taurus, Edlo, Siverst, Springer e Gedore. Sempre na Industria metalúrgica. Tenho 11 anos de AGCO.  Fui durante duas gestões diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de Canoas e Nova Santa Rita, fui filiado ao PT durante muitos anos. Desde 2014 estou filiado ao PSTU e construindo a CSP CONLUTAS.

Opinião Socialista:  Fale um pouco da importância do Cipeiro de luta dentro de uma fábrica?

André: A cipa é uma ferramenta importante de luta em prol da defesa dos trabalhadores. O Cipeiro de luta esta atento a pressão da chefia, fiscaliza as condições de máquinas e equipamentos e coibe o ritmo alucinante de trabalho que muitas vezes gera doenças ocupacionais.  Está sempre atento e defendendo os interesses dos trabalhadores dentro da fábrica.

Opinião Socialista: Os sindicatos de metalúrgicos de Canoas, São Leopoldo e de Porto Alegre, dirigidos pela CUT, já foram importantes instrumentos de luta e organização da classe trabalhadora. Isso mudou depois dos governos Dilma e Lula do PT. Como você vê o papel do sindicato hoje? Qual o balanço da última campanha salarial dos metalúrgicos de Canoas?

André: Os sindicatos da CUT estão atrelados ao PT, o Lula quando se elegeu em 2002 conseguiu freiar o sindicatos e  movimentos sociais . Pois os líderes sindicais estão nos cargos dentro dos governos, viraram burocratas ganhando altos salários , e abandonaram a luta de classe.  A campanha salarial de 2015 em Canoas foi uma vergonha, pois não conseguiram nem o INPC, 6% retroativo a Maio e 2,34% apartir de Agosto de 2015.  Os salários estão cada dia mais desvalorizados e a cesta básica , gasolina , energia elétrica, alugueu cada dia aumenta mais. Precisamos construir uma alternativa que de fato defenda os interesses dos trabalhadores do chão da fábrica por isso construo a CSP CONLUTAS. Precisamos construir um movimento sindical classista e independente dos patrões e dos governos para defender de fato os interesses dos trabalhadores.