23 de jul. de 2012

Por que voto 16?

escrito por Maíra Teixeira C'Cordeiro (estudante de letras da UFRGS)


O Gordo, eu e o Érico na festa de lançamento do comitê de campanha, sábado 7 de julho.


Ah, essa Mairinha politiqueira! Sempre né? Mas sou assumida mesmo. Tenho candidato para as próximas eleições em Porto Alegre: Matheus Gordo para vereador (16160) e Érico Corrêa para prefeito (16). Tô bem animada. Mas como estou indo pra Mobilidade Acadêmica da Argentina no início de Agosto não vou poder continuar na rua com a campanha durante muito tempo. Vou ter  continuar só pelo Facebook. Snif! Mas enfim, aí vai um pouco mais sobre os candidatos que apóio.

O Gordo é de luta desde quando era secundarista. Fazia parte de um coletivo combativo no colégio Tubino, onde estudava. Mas eu conheci ele foi no início de 2009, logo que passou no vestibular. Sempre foi ativo no movimento estudantil da UFRGS, participou ativamente da fundação da ANEL e da construção da mesma no Rio Grande do Sul. Tem atuado no DCE desde o final de 2010 (quando a direita foi vencida nas eleições) sempre pautando os direitos dos jovens e estudantes, melhorias na educação. Sempre faz também a denúncia do programa REUNI e participa da campanha pelos 10% do PIB. Também faz parte do movimentoQuilombo Raça e Classe, onde toca uma luta na qual é referência onde quer que atue: o combate ao racismo, sendo presença certa em qualquer espaço sobre esse tema.

O Érico é funcionário público e presidente doSindicaixa. Faz parte da executiva estadual gaúcha da CSP-Conlutas (central sindical à qual a ANEL é filiada). Esteve na luta pelo Fora Yeda e tem denunciado os ataques do governo Tarso aos trabalhadores. Faz parte da direção da CS (Construção Socialista), corrente combativa que compõe a frente com o PSTU para essas eleições municipais. Essa frente consolida o processo de fusão que está ocorrendo entre as duas organizações, que há muito tempo atuam juntas nos movimentos sindical e estudantil.

A grande diferença do programa dessa frente, pra mim, é a defesa real dos interesses dos trabalhadores. Estamos fazendo uma campanha que não tem medo de fazer denúncias pois somos realmente idependentes politicamente. Pra manter essa independência não aceitamos ajuda de empresas pois sabemos que "quem paga a banda escolhe a música". Também não fizemos alianças com partidos maiores porque para isso teríamos de rebaixar nosso programa, por mais que isso talvez nos desse maiores possibilidades de ganhar as eleições. Aliás, as eleições não são o nosso foco. Sabemos que quem vence são as grandes alianças incoerentes e o dinheiro investido em propaganda (não as propostas). O que queremos mesmo é conscientizar as pessoas e divulgar nosso programa socialista.

Para saber mais sobre as candidaturas sujiro o blog do PSTU Gaúcho.
Pra saber mais sobre o partido, sujiro o seu site nacional.

2 de jul. de 2012

Convenção lança alternativa socialista à prefeitura de Porto Alegre






Érico Correa, sindicalista e dirigente da Frente Política PSTU-CS, terá sua campanha a serviço da luta dos trabalhadores. 

Sábado, 30 de junho, a Frente Política PSTU-CS anunciou oficialmente a candidatura dos sindicalistas Érico Correa e Resplande da Sá, à prefeitura de Porto Alegre. A convenção ocorreu no Plenário Ana Terra da Câmara de Vereadores, que não foi suficiente para os mais de 150 apoiadores que se reuniram durante o ato político.
A convenção foi conduzida pela professora Neida Oliveira, 1ª Vice-presidente do CPERS e dirigente da CS e pelo professor Altemir, dirigente do PSTU-RS. Mais do que um lançamento de candidaturas, a convenção foi um ato para solidificar o processo de atuação conjunta na luta cotidiana dos trabalhadores, que está sendo construído pelas duas organizações.

Também foram apresentados pela Frente os nomes dos candidatos e candidatas a vereadores, que junto com Érico Correa serão responsáveis por defender um programa socialista para a juventude e a população trabalhadora de Porto Alegre. A chapa de vereadores é composta por Vera Guasso, coordenadora geral do SINDPPD-RS, que concorreu duas vezes ao senado e a prefeitura nas últimas eleições; Júlio Flores, professor da rede estadual e municipal, que já foi um dos candidatos a vereador mais votados da capital; André Behl servidor municipal da saúde e Matheus “Gordo”, coordenador do DCE da UFRGS. 

Porto Alegre para os Trabalhadores

A frente de uma enorme faixa com os dizeres: Dilma, Tarso e Fortuniti governam para os patrões! Os candidatos à câmara e a prefeitura de Porto Alegre pela Frente Política PSTU-CS apresentaram sua visão de Porto Alegre e como será construída a campanha. Nenhuma candidatura terá financiamento de empresários e todas serão sustentadas e organizadas pelos próprios trabalhadores, diferente do conjunto das campanhas que concorrerão na capital gaúcha.

A candidatura de Érico estará a disposição dos educadores gaúchos para fortalecer a luta pelo piso salarial; dos municipários que lutam pelo SUS 100% estatal e  pela reposição das perdas salariais, das mulheres que necessitam de mais creches e educação infantil, daqueles que lutam por moradia, por saneamento básico, da juventude trabalhadora que tem seus sonhos tolidos numa cidade que está organizada a serviço do capital.

Em sua manifestação Érico Correa, candidato a prefeito, falou da falsa polarização entre as três candidaturas Manuela D’Ávila (PC do B), José Fortunati (PDT) e Adão Villa Virde (PT) que juntos no governo federal e estadual governam para os donos de empreiteiras, os banqueiros e empresários que exploram, oprimem e humilham os trabalhadores brasileiros. Também falou da importância da independência de classe, e por isso da independência financeira, que o PSOL há tempos já abandonou. Terminou sua manifestação fazendo menção a luta dos trabalhadores paraguaios e citando Trotsky: “Ela virá, a revolução conquistará a todos o direito não somente ao pão mas, também, à poesia”

Com um final emocionante, a convenção de lançamento de candidaturas das Frente Política PSTU-CS terminou com os presentes de pé com bandeiras em mão e punho cerrado cantando o hino dos trabalhadores, o hino da Internacional Comunista!

Um Programa socialista, construído em conjunto com a militância

No dia 1º julho, domingo, durante toda a manhã militantes, simpatizantes e convidados puderam discutir com seus candidatos um programa socialista para os trabalhadores e juventude de Porto Alegre. Após um debate como o tema “Um programa socialista” os participantes dividiram-se em seis grupos de discussão para aprofundar os temas em Saúde, Educação, Transporte, Habitação, Opressões e Juventude.
O Seminário terminou com um esboço de um programa com medidas concretas para combater a injustiça social em Porto Alegre, transformando-a em uma cidade para os trabalhadores. Diferente dos outros partidos e frente, o PSTU e a CS optaram por construir seu programa com os ativistas e representantes das lutas sociais de diversos setores.

28 de jun. de 2012

Rebele-se contra a Homofobia!


Rebele-se contra a Homofobia!

Foi nos arredores de Greenwich Village, área residencial da cidade de Nova Iorque/EUA, que há exatos 43 anos aconteceu a “Rebelião de Stonewall” que durou 4 dias. Embaladxs pelo “maio francês de 68 - a maior onda de conflitos políticos simultâneos em diversos continentes – em 28 de junho de 1969 Lébicas, Gays e Travestis freqüentadorxs do bar Stonewall Inn deram um basta a sua situação de opressão e colocaram para correr a polícia, que tinha como política livrar a cidade dos “indesejáveis”.

Xs “indesejáveis” eram na verdade aquelxs que não tinham mais nada a perder, pois ao assumir sua sexualidade nos EUA do final dos anos 60 sofriam todo tipo de perseguição e repressão. Após serem expulsxs de casa, demitidxs de seus empregos e submetidxs a todo tipo de privação possível não lhes restavam mais nada, apenas lutar! E o que se viu naqueles dias do meio do ano de 69 foi a maior revolta LGBT da história moderna, contando com o apoio de todo movimento de contracultura e contra opressões como os Panteras Negras.

Um ano depois, mais de 10 mil homossexuais marcharam pela cidade comemorando o primeiro aniversário da rebelião de Stonewall e reafirmando sua capacidade de organização para lutar por seus direitos.  A partir de então, o dia 28 de junho passou a ser o dia do Orgulho Gay e o exemplo foi seguido em diversos países. Nesse dia, os homossexuais afirmam sua história de resistência e combate à homofobia. Com isso, surgiram as paradas e o movimento homossexual atual, que impôs transformações à sociedade, derrubou leis anti-homossexuais e conquistou alguns direitos em diversos países.

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Aqui no Brasil, 43 anos depois, no mesmo dia em que comemoramos o dia do Orgulho Gay a câmara dos deputados coloca para discussão o ultrapassado tema da “Cura Gay”, impulsionado por João Campos do PSDB/GO, líder da bancada evangélica. Tal discussão só reafirma o que há muito tempo já havia sido superado graças a luta do movimento LGBT junto a pesquisadores e cientistas que em 17 de maio de 1990 conquistaram a exclusão da “Homossexualidade” da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde(CID) da Organização Mundial da Saúde (OMS).

A ofensiva homofóbica no Brasil causou 266 mortes por crime de ódio somente em 2011. A cada 33 horas um homossexual brasileiro é assassinado. A apenas 4 dias atrás na Bahia dois irmãos foram assassinados ao andarem abraçados na rua por um grupo de oito homofóbicos. Em Porto Alegre a situação não é diferente, há agressões e mortes todas as semanas. Vemos também a perseguição aos bares assumidamente LGBT’s.


O dia 28 de junho deve ser lembrado por nós LGBT’s como um dia de luta e de organização. Devemos construir Paradas que não estejam a serviço de Governos e Empresas, temos que estar junto a classe Trabalhadora na luta contra a opressão e exploração e avançarmos mais nas conquistas da Rebelião de Stonewall.

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Diante desse quadro faz-se urgente e necessário avançarmos na luta contra a homofobia. Por isso a Frente Política PSTU/CS - POA está junto com outras organizações construindo a campanha ”Todos pela Criminalização da Homofobia”.
































24 de jun. de 2012

Matheus “Gordo”: Pré-candidato a vereador pela juventude da frente PSTU/CS




No dia 30/06, a Frente Política entre o PSTU e a Construção Socialista (CS) vai realizar a sua convenção e o ato político de lançamento da candidatura de Érico Correa para prefeito de Porto Alegre, a partir das 15h no Plenário Ana Terra da Câmara Municipal. Também serão apresentados nossos candidatos a vereador, representantes das lutas e dos movimentos sociais, que defenderão as propostas políticas da classe trabalhadora e da juventude, construídas no calor das mobilizações!
Esse é o espírito da pré-candidatura de Matheus Gordo, 20 anos, estudante de História da UFRGS e membro da Secretaria Nacional de Juventude do PSTU. Temos ido todas as quartas-feiras à Esquina Democrática para que nossos pré-candidatos conversem com a população. Confira a entrevista com Matheus, organizada pelo Blog do PSTU Gaúcho:



PSTU Gaúcho: Como tem sido a sua trajetória no movimento estudantil/político e por que você foi escolhido para ser o candidato da juventude do PSTU ?

Matheus: Iniciei minha participação no movimento estudantil em 2008, quando estudava no Ensino Médio e estava no 3° ano, durante as lutas contra a governadora Yeda. Na mesma época entrei para a Juventude do PSTU e hoje faço parte da organização da nossa frente política com a CS. Em 2009, passei na UFRGS, fiz dois semestres de Ciências Sociais, mas depois troquei para Licenciatura em História. Participei da fundação da Assembléia Nacional dos Estudantes Livre (ANEL) em 2009 e atualmente sou membro do Diretório Central dos Estudantes (DCE) e representante discente no Conselho Universitário da UFRGS. Também construo o Movimento Nacional Quilombo Raça e Classe em conjunto com jovens e trabalhadores negros ligados a CSP-Conlutas.

O PSTU/A juventude do PSTU tem uma militância que se realiza durante os 365 dias do ano. Estamos cotidianamente construindo as lutas da juventude contra a opressão e por acesso pleno à educação e à cultura em oposição aos governos. Nas eleições, eu acredito que é necessário apresentar uma alternativa política socialista, revolucionária e construída de forma coletiva com os movimentos sociais. A injustiça social/racial que reina no Brasil não é diferente em Porto Alegre e os jovens são os principais afetados sendo obrigados, na maioria das vezes, a abrir mão dos seus sonhos para se contentar em “apenas” sobreviver nessa sociedade desigual. Não queremos ficar só no “blá-blá-blá”. Faremos uma campanha para fortalecer as lutas que estão rolando como a Greve Nacional em defesa da Educação que já paralisa docentes, técnico-administrativos e estudantes do Brasil inteiro. Vamos pautar a necessidade de uma transformação social radical em Porto Alegre.

PSTU Gaúcho: A juventude do PSTU sempre traz à tona nas eleições temas polêmicos e pautas pouco abordadas pelas outras candidaturas. Quais serão as principais propostas e discussões que você irá apresentar nessa eleição?

Matheus: Na realidade temas polêmicos, como a legalização da maconha, são os debates que os jovens fazem todos os dias, mas que não tem espaço na mídia e não interessam a velhos políticos e partidos do poder. Em primeiro lugar, minha campanha será diferente, pois não vamos apresentar “soluções milagrosas” para a juventude como fazem todos os candidatos. Iremos apresentar no rádio, na TV e em nossos materiais a verdadeira realidade da capital, afirmando que um jovem vereador revolucionário na Câmara pode cumprir um papel importante denunciando para a população as falcatruas dessa falsa democracia, fortalecendo a organização dos jovens e sendo um porta-voz e um ponto de apoio das mobilizações e ações diretas, que são a única forma de mudar a realidade.

Vamos denunciar a situação da juventude negra, vítima do racismo e da violência policial, que é privada do acesso à educação básica e superior. Vamos defender a juventude LGBT pautando a criminalização da homofobia e o fim do desrespeito da prefeitura, que manda a polícia ameaçar os frequentadores dos bares na Cidade Baixa. Queremos discutir a questão da legalização e descriminalização do aborto, além de propostas para dar um fim à violência machista na capital, pois infelizmente cresce o número de jovens assassinadas por aqui. Vamos propor a prisão dos corruptos e corruptores, mandatos revogáveis na Câmara e que nenhum político receba mais que um trabalhador comum. Enfim, a “nossa cara” são as propostas radicais!

PSTU Gaúcho: O que significa fazer uma “campanha diferente” e como será organizada?
                                                                                          
Matheus: Uma “campanha diferente” nos dias de hoje é sinônimo de uma campanha independente! Temos orgulho de ser a única frente política que não aceitará dinheiro das empresas, pois até o PSOL já naturalizou essa prática. Hoje os parlamentos são verdadeiros “balcões de negócios” e isso começa nas campanhas, quando as empresas financiam os partidos, que elegem seus prefeitos e vereadores com o discurso de que são representantes do povo e dos jovens, nada mais mentiroso! Sabemos que “quem paga a banda escolhe a música”, por isso vemos corrupção e políticos que governam somente para os ricos. Nós temos um perfil, que é o da classe trabalhadora, portanto organizaremos tudo com o empenho da nossa militância e dos apoiadores. Ninguém vai receber dinheiro para fazer campanha, diferente de como será nas candidaturas de Manuela , Fortunatti e Villaverde.

PSTU Gaúcho: E como entrará o debate sobre o socialismo? Muitas vezes ele é tratado como utopia ou é identificado com quem está já está no poder, como Manuela. O que você pensa sobre isso?

Matheus Gordo: É um tema importante. As propostas e a forma de organizar a campanha são a materialização do nosso projeto político, ou seja, vamos defender o programa socialista aplicado aos problemas concretos da vida das pessoas. Esse programa é a expressão das necessidades de um setor da sociedade constituído pela classe trabalhadora, pela a juventude e pelo povo oprimido, ou melhor, os 99% que eram a referência do Ocuppy Wall Street. Não há como ser socialista e defender aliança com o PP de Maluf e de Ana Amélia, assim como o PC do B e o PT; não há como ser socialista e reprimir com violência quem pede aumento salarial ou protesta por mais verbas para a educação; não existe socialismo massacrando comunidades quilombolas e ocupações populares como o Pinheirinho; enfim, não existe socialismo governando com bancos, multinacionais e latifundiários. Dilma e a sua base, que inclui Manuela e Fortunatti, comemoraram na última semana que nosso país chegou à marca de 165 mil milionários. No entanto, o Brasil tem quase 200 milhões de habitantes e o restante da população como está?

Esses aí não representam o socialismo, apenas sujam essa bandeira e fortalecem a falsa ideia da utopia! Acredito que o socialismo não é uma utopia. Acho que utopia é acreditar na possibilidade de que a gente possa resolver os graves problemas sociais por dentro do capitalismo, o mesmo sistema que gerou esses problemas. O socialismo não é só possível, como é a única alternativa contra a barbárie que vivemos dia-a-dia e a juventude é fundamental na construção dessa alternativa, por isso deve estar junto com os trabalhadores! O que está acontecendo na Europa, no norte da África e no mundo árabe é a prova de que o povo na rua pode transformar a realidade. O socialismo deve ser identificado com esses processos e nossa referência esta aí, pois queremos o povo controlando o sistema político e econômico de fato!

PSTU Gaúcho: Já que estamos no início da campanha, em vez de pedirmos uma mensagem final, gostaríamos de suas palavras iniciais aos internautas,  jovens e trabalhadores da capital!

Matheus: É apenas o começo mesmo. Aliás, utilizaremos bastante à internet nessa campanha, já que ela é um meio de comunicação democrático, diferente da TV e do rádio, onde somente os partidos da elite aparecem. Desde já quero chamar todos os jovens que participam do movimento social para construir a nossa plataforma política e participar das discussões da Frente Política PSTU/CS. Essa frente é a grande novidade da esquerda gaúcha e já cumpre um papel muito importante nas lutas de diversas categorias como os professores do estado, os metroviários, os bancários, os trabalhadores do setor da informática e um longo etc. Convoco todos àqueles, que acreditam que é possível construir uma nova sociedade, a conhecerem a frente e apoiarem a pré-candidatura de Érico Correa para a prefeitura da capital. Faremos uma campanha limpa, em todos os aspectos, mas acima de tudo, uma campanha “pra cima” e muito militante. Conto com o apoio de geral!