25 de mar de 2010

Solidariedade ao povo Haitiano na UFRGS

No dia 24 de Março, na Faculdade de Educação da UFRGS, a Assembléia Nacional dos Estudantes – Livre (ANEL), juntamente com a Conlutas, realizou sua atividade de calouradas intitulada “As verdades sobre o Haiti: Solidariedade Sim, Ocupação Não!”. A mesa contou com a presença de Otávio Calegari, estudante de Ciências Sociais da Unicamp e militante do PSTU, que esteve no país durante o terremoto de 12 de janeiro, e com Vera Rosane Oliveira, doutoranda em educação pela UFRGS, servidora pública e militante Movimento Negro, representando o Quilombo Raça e Classe da Conlutas.



A atividade faz parte da campanha de solidariedade encabeçada por entidades como a ANEL e a Conlutas, que vêm desde antes do terremoto travando a discussão com estudantes e trabalhadores sobre a necessidade da retirada imediata das tropas brasileiras do Haiti. Frente a catástrofe ambiental, superdimensionada pelas condições sociais de extrema pobreza e exploração imperialista naquele país – que deixou mais de 200.000 mortos -, a campanha de solidariedade aos trabalhadores e trabalhadoras daquele país se tornou uma obrigação daqueles que lutam pelas bandeiras socialistas, da independência e solidariedade de classe, e a luta implacável contra o rascismo.

O Governo Lula não foi polpado nas intervenções. Jessica Nucci, representando a juventude do PSTU, declarou " O governo Lula, mantendo a ocupação militar no haiti, além de contribuir para reforçar a miseria daquele povo, reforça a submissão do nosso país ao imperialismo e a nossa própria miseria. O povo haitiano não precisa de soldados, precisa de médicos, enfermeiros, engenheiros, professores. Precisa de uma verdadeira solidariedade".  

A atividade arrecadou mais de R$ 130,00 que será enviado, através da Conlutas, para a Batalha Operária, uma organização autônoma da classe trabalhadora haitiana. Esta iniciativa vem sendo feita em cada canto do país em contrapondo as doações que vem sendo entregues a ONGs e governos, e que tem sido administradas pelas tropas de ocupação e pela burguesia Haitiana.


Um episódio lamentável


No decorrer na atividade, foi reconhecida a presença de um sargento das Forças Armadas, que estava infiltrado na atividade gravando todas as falas e intervenções. A denúncia foi feita no plenário e o homem se retirou. Em plena “democracia” essa situação relembrou os anos de chumbo. Durante a ditadura militar o Estado infiltrava seus homens em locais de trabalho, estudo e organizações políticas para perseguir os militantes e ativistas de oposição ao regime.

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