22 de abr de 2010

Eleições 2010

Zé Maria afirma que PSTU não irá reeditar frente de esquerda

Divergências sobre o programa e sobre doações de empresas impossibilitaram a coligação com o PSOL. Pré-candidato à Presidência pelo PSTU, José Maria de Almeida cita ainda a divisão interna do PSOL: “Um partido que não conseguiu sequer se unir para apoiar seu próprio candidato obviamente não tem condições de liderar uma frente de esquerda”, afirma.

O pré-candidato pelo PSTU a presidente, Zé Maria, declarou que nesta eleição o partido não participará de uma frente de esquerda, como ocorreu em 2006, quando junto ao PSOL e PCB, apoiou a candidatura da ex-senadora Heloísa Helena.


Em ato no Rio de Janeiro, Zé Maria lamentou o fim da possibilidade de coligação e criticou o PSOL por não ter concordado com um programa para a campanha que fosse realmente capaz de mudar a vida dos trabalhadores. “Só tem sentido a apresentação de uma candidatura socialista se for com um programa socialista. Mas não tivemos acordo nesse tema que aparentemente é bastante simples”, critica.


Outro tema polêmico foi o financiamento de campanha. Na eleição de 2008, o PSOL foi criticado por aceitar doações de uma grande empresa, a Gerdau, para a candidatura de Luciana Genro. Desde então, o PSTU cobrava do PSOL que recusasse o financiamento privado, para garantir a independência política. “Quem paga manda”, alerta Zé Maria.


PSOL DIVIDIDO -
Além destas divergências, a crise interna do PSOL precipitou o fim da frente. O partido saiu completamente dividido da escolha de seu candidato, com duas conferências nacionais, em locais diferentes. Apesar de Heloísa reconhecer Plínio de Arruda Sampaio como candidato, tudo indica que o PSOL não estará unido na campanha.

“Querem que outros partidos apoiem uma candidatura que sequer é apoiada pelo seu próprio partido”, afirma Zé Maria. Para ele, a crise do PSOL mostra a fragmentação da esquerda socialista e “não faz bem a ninguém”. Ele acredita que a divisão é resultado das escolhas que o PSOL fez em seis anos de existência, como a de priorizar as eleições. “Esse foi o caminho do PT”, avalia.


O PSTU irá realizar atos e seminários do programa eleitoral nos estados. Nesta semana, Zé Maria estará em Minas Gerais. Além de Belo Horizonte, ele visitará as cidades de Mariana, Contagem, Congonhas e Itabira. No dia 1º de Maio, participa de ato na Praça da Sé.

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