25 de mar de 2014

PRESIDENTE DO PSTU REUNE-SE COM GOVERNADOR TARSO GENRO (PT/RS) PARA TRATAR DE INQUERITO POLICIAL CONTRA ATIVISTAS POLÍTICOS E SOCIAIS


PRESIDENTE DO PSTU REUNE-SE COM GOVERNADOR TARSO GENRO (PT/RS) PARA TRATAR DE INQUERITO POLICIAL CONTRA ATIVISTAS POLÍTICOS E SOCIAIS



O governador do Rio Grande do Sul recebeu na tarde de hoje o presidente nacional do PSTU, José Maria de Almeida, para tratar do inquérito policial encaminhado pela Policia Civil ao Ministério Público. O referido inquérito acusa militantes do PSTU (Matheus Gomes e Gilian) alem de militantes do PSOL e de organizações anarquistas, de “organização de milícia”, responsabilizando-os por roubo de patrimônio privado que teria ocorrido durante manifestações populares em Porto Alegre. A companheira Vera Guasso, presidente do PSTU/RS participou da reunião.

Zé Maria levou ao governador do Rio Grande do Sul a preocupação do PSTU com o processo de criminalização das lutas sociais e dos ativistas e dirigentes destas lutas que vem se alastrando por todo o país. E que, neste sentido, o inquérito em pauta era exemplar: uma verdadeira peça de amalgama político, onde dirigentes de organizações políticas e sociais que convocam uma manifestação popular são responsabilizados por um roubo que aconteceu no decorrer da mesma. E tudo sem que haja a mais mínima prova que vincule estes dirigentes ao roubo ou que dê qualquer substancia à acusação. Trata-se de um inquérito montado em base a mesma doutrina de segurança nacional usada pelos militares durante a ditadura, isso 50 anos depois do golpe militar que instaurou o regime militar em nosso país e 30 anos depois do seu final.

O presidente do PSTU cobrou de Tarso Genro uma ação concreta do governo contra este tipo de procedimento da polícia que é subordinada ao governo do estado. Afirmou que procedimentos deste tipo por parte da polícia são inaceitáveis, mesmo nas democracias limitadas como a que temos em nosso país, típica do capitalismo. Lembrou que procedimentos assim também estão sendo adotadas pela polícia do governo de São Paulo/PSDB, e do Rio de Janeiro/PMDB (alias, é importante registrar que relatório da CPI da Câmara Municipal de Porto Alegre que tratou do episodio da ocupação daquela casa legislativa, acusa e ataca várias entidades sindicais pelo apoio prestado ao movimento - trata como crime, as ações de solidariedade à luta e à reivindicação de redução do preço das passagens e melhoria da qualidade dos transportes para a população desenvolvidas por aquelas entidades).

O governador afirmou que está acompanhando o desenrolar dos acontecimentos. Tarso Genro ressaltou que “tem certeza de que as organizações envolvidas (PSTU, PSOL e Anarquistas) não têm como modo de ação, nem orientam seus militantes a promoverem ações de que estão sendo acusados os militantes indiciados no inquérito”. No entanto alegou ter condições limitadas de interferência no inquérito. O governador deixou aberto canal de dialogo sobre o assunto, ao mesmo tempo que pediu para que se aguardasse o pronunciamento do Ministério público.

Vera Guasso pediu ainda ao governador providencias sobre ameaças e atitudes de intimidação que integrantes da Brigada Militar estariam adotando contra o dirigente do PSTU, Matheus Gomes, um dos indiciados no inquérito.

O PSTU, juntamente com as demais organizações atingidas pela arbitrariedade representada por este inquérito, já iniciaram e vão dar curso a uma campanha nacional e internacional para barrar mais esta tentativa de criminalizar os que lutam em defesa dos direitos do povo.

Zé Maria

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