15 de out de 2010


Mais uma injustiça. 1600 famílias ameaçadas de despejo!

A área ocupada fica localizada geograficamente no município de Tramandaí, mas a matrícula no registro de imóveis é de Osório. Nenhuma das prefeituras assumem a responsabilidade!

A empresa COTIZA, que é a “proprietária”, já está vendendo os lotes com as famílias morando na área. http://www.cotiza.com.br/tramandaibm.htm

Abaixo relato da Companheira Mari da Coordenação do MNLM de Tramandaí:

“Em 2004 a Cotiza entrou com mandato de citação e identificação dos moradores posseiros do Agual e este processo vem sido feito gradativamente desde então com alguns indeferimentos feitos pela juiza aqui de Tramandaí e como a empresa não pagou as custas do processo ficou até o ano passado parado.

Em 2008 a polícia entrou no Agual para o despejo foi quando os moradores resistiram com parede humana e as retro não concretizaram o despejo.

Agora, 2010 , mais precisamente em 19 de agosto a Cotiza entrou novamente com o processo juntamente com a prefeitura de Osório.

A Comissão dos Direitos Humanos, na pessoa da Patricia veio até o Agual tirou fotos, entrevistou alguns moradores e apresentou o caso hoje 13/10 as 9:00 horas na sala de reuniões da Assembléia em Porto Alegre. A Drª Maria Aparecida Finger realizou uma reunião com os moradores no sábado passado e também participou da reunião na Assembléia descrevendo a situação aos presentes com os autos do processo. Foi deixado uma cópia desses autos para a Comissão dos Direitos Humanos avaliarem e foram tirados os seguintes encaminhamentos:

Obs: nestes autos constam as intimações anteriores as que foram expedidas agora, o que quase totaliza todos os moradores, o que torna urgente uma reação. Serão feitas reuniões por ruas com representantes das mesmas para participarem ativamente.

Será agendada uma reunião com as prefeituras de Tramandaí e Osório e os Deputados para se alcançar quórum para a realização de Audiência Pública também aqui em Tramandaí.

Os moradores não acreditam na ação e resistem na participação das reuniões, porém acreditamos que sendo feito por ruas será mais fácil de orientar quanto a gravidade da situação.

São 200 famílias a receberem o mandato de citação e identificação. Mas a área pertencente a Osório é de mais ou menos 1600 famílias. “

Rosemari Fiuza, Coordenação do Movimento Nacional de Luta pela Moradia em Tramandaí


Fonte: Blog da Jéssica

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