30 de ago de 2015

Greve Geral dos Servidores Estaduais para derrotar o parcelamento dos salários e o ajuste fiscal de Sartori/Dilma!



Os servidores estaduais acordaram na manhã deste sábado com uma péssima notícia. Foi possível ver no extrato bancário que mais uma vez o Governo Sartori (PMDB) vai parcelar os salários. Dessa vez, o parcelamento atinge o conjunto do funcionalismo público estadual e o valor depositado será de R$ 600, menos que o salário mínimo. Essa decisão instaura o caos na vida de milhares de famílias do estado, pois para pagar as contas e sobreviver, trabalhadoras e trabalhadores dependem dos seus salários.

Diante desse ataque devemos fortalecer a greve de quatro dias convocada pela Coordenação dos Servidores Estaduais que começa nesta segunda-feira e fazer uma grande mobilização unificada que pare de fato o Rio Grande do Sul. No entanto, compreendemos que somente uma greve geral dos servidores estaduais por tempo indeterminado pode derrotar o parcelamento dos salários e os projetos de ajuste fiscal de Sartori. Existe possibilidade de construir essa greve, a força dos 35 mil que marcharam pelo Centro de Porto Alegre no histórico dia 18 de agosto comprova a disposição de luta da categoria, mas falta vontade política da direção do movimento. O momento exige que sejam convocadas assembleias de todas as categorias que sofrem com os ataques para iniciarmos a greve geral.

Precisamos de uma paralisação ativa para que o movimento sindical, estudantil e popular dispute realmente a consciência do povo gaúcho e apresente uma saída classista à crise. É a hora de parar os locais de trabalho e tomar as ruas, impulsionando uma ampla campanha política contra o ajuste de Sartori e também os ataques de Dilma, da oposição de direita e o Congresso Nacional, para unificar as pautas da classe trabalhadora, da juventude e do povo negro e pobre. Não temos tempo a perder. Nas próximas duas próximas semanas entrará em pauta na Assembleia Legislativa temas como a reforma da previdência que vai atacar o IPE e o aumento dos impostos que atinge o conjunto da população trabalhadora.

Não pagar a dívida com a União para pagar os servidores! Dilma, não bloqueie as contas do RS e deixe de pagar a dívida externa!

Sartori e seus aliados, especialmente a RBS, tentam convencer o povo gaúcho que não existe outra saída para a crise das finanças públicas. Em recente entrevista para a Zero Hora, Giovani Feltes, Secretário da Fazenda, afirmou que a aplicação do ajuste no primeiro semestre decepcionou a equipe do governo e os empresários, pois eles pretendiam ir mais a fundo nos ataques. Não podemos pagar a conta de uma crise não é nossa. É justo que o estado pague R$ 280 milhões por mês de uma dívida que já foi paga e continua crescendo, e ao mesmo tempo deixe de pagar os seus servidores, não repasse as verbas para a educação, saúde e segurança? A prioridade de governantes como Sartori e Dilma é pagar a dívida para os banqueiros em vez de priorizar a população. Esse modelo tem mostrado seu esgotamento e é o motivo dos ajustes fiscais em curso. É preciso garantir os privilégios de uma minoria em vez de beneficiar o conjunto da população.

A crise no Rio Grande do Sul abre um debate fundamental e a possibilidade de construirmos uma saída estrutural que de fato resolva o problema das finanças públicas. Em nossa opinião, não existe outra solução a não ser suspender imediatamente o pagamento da dívida interna e realizar uma auditoria de toda a dívida e seus contratos. Junto a isso defendemos acabar com as isenções fiscais que significam 13 bilhões reais a menos para o Rio Grande do Sul. Somente assim poderemos de fato priorizar a saúde, educação, transporte, segurança pública e garantir direitos sociais beneficiando os trabalhadores e a juventude.

Também defendemos a ruptura com a dívida a nível nacional, que consome hoje cerca de 45% do orçamento da União. Neste sentido, somos contra o bloqueio das contas do estado pela União para garantir o pagamento da dívida externa. Joaquim Levy, Ministério da Fazenda, já comunicou que irá bloquear novamente as contas do Rio Grande do Sul caso ocorra o atraso no pagamento dos juros e da parcela da dívida. O Governo Dilma (PT) alega que não pode prejudicar as notas do Brasil perante as agências de risco internacionais, mas pode massacrar a classe trabalhadora. Precisamos construir uma grande campanha política contra o pagamento da dívida interna e externa.

Apoiamos o chamado da CSP Conlutas a todas as direções do movimento sindical (CUT, CTB, Força Sindical), as organizações políticas (PT, PCdoB) e também o MST, para que façamos uma grande greve geral unificada dos servidores estaduais, com a capacidade de derrotar as políticas de ajuste fiscal e o parcelamento dos salários.

Sábado, 29 de agosto de 2015
Direção Estadual do PSTU RS



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